2 de set de 2007

Cap 91: Eterno Retorno

Trilha sonora da cena (clique aqui)

Débi se recuperou bem. Acho que o melhor remédio foi o retorno ao seu lugar de origem. Ela quis morar comigo, ao invés de voltar para casa da mãe. Isso corresponderia a ser, outra vez, a ”filhinha da mamãe”. Entendi sua posição. Afinal, agora ela era uma mulher casada.

Mas, precisei estabelecer algumas regras. Usar um anel no dedo não lhe dava alguns miolos a mais, suas atitudes ainda eram, em boa parte, as de uma estudante sem muitas responsabilidades.

Primeiramente, incentivei-a para arrumar um emprego a fim de ocupar seu tempo e, também, ajudar nos custos da manutenção da casa: aluguel, água, luz, telefone, internet banda larga, comida. Não que eu realmente precisasse financeiramente do seu apoio, mas ela tinha que sentir a sensação de sustentar-se e não de que recebia um favor. A última coisa que eu fiz foi ratificar o papel de “pobrezinha”.

Depois, falei-lhe que o assunto “mundo militar” dentro daquele apartamento deveria ser evitado, em consideração a mim. Débi, no início, só sabia falar a mesma ladainha de que as mulheres conseguiram se adaptar muito bem e ela, não. Eu até queria dar-lhe ouvido, mas sinceramente, esse tema trazia-me sensações ruins.

Débi compreendeu e parou de bater na mesma tecla. Nesse tempo de mudança, ela ganhou peso, uma cor bronzeada e um belo sorriso no rosto. A saudade do marido era saciada no msn, skype e telefone todos os dias. Por isso, foi também preciso colocar o computador no quarto dela, já que não dava para todo dia ficar ouvindo aqueles dois enquanto eu tentava dormir.

Minha amiga adquiriu, dessa maneira, uma nova rotina: trabalhar, estudar muito, colaborar com as tarefas domésticas e se divertir. Aproveitamos para ver peças de teatros, alugar todos os filmes que ela tinha perdido e ficar horas ouvindo as músicas das paradas de sucesso. Tinha muita coisa a tirar o atraso. Era isso que ela tanto sentia falta, o cheiro de cultura que o Rio de Janeiro tinha no ar.

A faculdade estava de vento em popa e seus trabalhos, muito reconhecidos no meio acadêmico. Pelo menos, os livros continham sua fome de recuperar o tempo perdido e dava-me uma brecha para respirar e cuidar das minhas coisas.

Eu tinha minhas manias de, antes de dormir, tomar banho de cremes, passar óleo no corpo enquanto tomava banho, enfim, era o meu momento sagrado comigo mesma, à noite.

Mas, acho que não deixei a regra clara quanto ao horário da manhã. Ela entendera que, ao chegar do trabalho, eu não gostava de desperdiçar meu tempo de relaxar com qualquer assunto ou problema. Contudo, ao acordar, eu também não queria ser empurrada da cama, isso me despertava um humor do cão.

_Bela, Bela! _ ela pulou em cima da minha cama, quase me matando do coração.

Sentei-me e afastei o cabelo do rosto:

_Que aconteceu? Ficou maluca!? _ reclamei irada por ver em seu sorriso que não era nada sério. Aliás, sua cara era de travessura, então, eu só tinha a temer.

_Adivinha quem vem ao Rio de Janeiro? _ Débi abriu as cortinas, deixando o sol entrar e iluminar meu rosto.

Eu respirei fundo e tentei não ter um ataque.

_Não, eu não sei.

_O Caio!

_Quê?! _ Quase dei um grito, controlei-me e fingi que não foi nada, coloquei o cabelo atrás da orelha e cruzei os braços. _ E daí?

_Como “E daí?” Aloooou? _ ela estalou os dedos e ficou de joelhos na cama. _ Belinha, o amor da sua vida está desembarcando hoje, no Rio de Janeiro e...

_Que "amor da sua vida"?! _ franzi a testa. _ Você está louca? Ele foi embora...

_Então, por que seu coração está disparado?

_Meu coração não está disparado!

_Deixa eu ver?

_Débi, isso é ridículo.

_Deixa?

_Tá. _ revirei os olhos e ela colocou a mão no meu peito.

_Bela, querida, você está tendo um ataque cardíaco, eu vou ligar para o Caio para vir fazer uma respiração boca a boca. _ Débi me empurrou na cama e eu caí de costas. Ela estava se matando de rir da minha situação.

_Presta atenção! _ Sentei-me outra vez, tentando recuperar a moral. _ Eu só estou assim porque... você... _ apontei para ela. _ ... entrou no quarto feito uma louca e me deu um susto.

_Humhum. Tá bom. _ Ela ficou olhando o teto.

_E sabe quem vem junto?

_Essa é fácil: Ribeiro! _ respondi.

_Isso mesmo! Parabéns, menina esperta! _ riu. _ Não é o máximo? Ele conseguiu uma passagem de 50 reais na Internet, se cadastrou no site e comprou! É um milagre mesmo. As coisas tinham que acontecer assim. E, ah! O Caio também conseguiu pegar um avião da FAB e vir para cá. Bom, os dois não vão poder ficar aqui até a hora que quiserem porque não depende deles o retorno... _ Débi falava tudo tão rápido como se estivesse ligada em uma tomada, fazendo gestos amplos com as mãos. _ Eu sinto que não é por acaso! Júpiter deve ter se aliado com Vênus, com o sol e a lua...

_Débi? Você confundiu aquele pote que fica ao lado do de açúcar e colocou pó de guaraná no seu café?

_Não! _ ela se matou de rir, parecia em transe. _ Bela, o Ribeiro me disse que o Caio disse que... Eu não sei se digo o que disse...

_Disse, disse, disse o quê, criatura? _ interrompi-a, já aflita.

_Ah! Você não queria saber mesmo. _ ela pulou da cama, calçou o chinelo e saiu do quarto.

_Débora, volta a aqui! O que ele disse? Eu vou contar... 1, 2 e...

_Tá bom, eu conto. _ ela voltou correndo e pulou sentada na cama, fazendo-me quicar no colchão de molas. _ O Caio disse para o Ribeiro que vem te ver.

_Ãnh? _ fiz uma careta, agora sim eu precisava de uma respiração boca a boca!

_Humhum, queridinha, ou você acha que eu vim te acordar para quê? Precisa fazer as unhas, se arrumar... Parece que esqueceu como é isso. Bela, tudo vai voltar a ser como nos velhos tempos!

_Débi, eu acho que você não está entendendo... _ eu ri da situação toda e tentei mostrar-lhe que não era tão simples assim. Talvez eu estivesse ficando pragmática demais. _ ... O Caio e eu perdemos contato há 6 meses porque ELE terminou comigo. Agora, do nada, ele vem aqui ME ver?

_É, pura e simplesmente assim! Bela, você complica demais a vida... Iiiiih, me cansa a beleza.

_Então, deixa eu entender. O Caio estava sonâmbulo todo esse tempo. Ai, na manhã de ontem, bateu com a testa no box do banheiro e plá! Acordou e se deu conta: “Caramba, a Bela não está aqui comigo?!”.

_Eu não sei onde ele bateu a testa, mas o seu gatinho está a caminho! _ esfregou uma mão na outra.

Gatinho? Eu estava fazendo uma terapia comigo mesma para não pensar em Caio e ela me pula na minha cama e me faz sentir como no dia que ele me beijou pela primeira vez, cheia de medos, expectativas e com friozinho na barriga?! Isso era colocar por água à baixo toda a transformação lenta e gradual em questão de segundos.

_E onde o Ribeiro vai ficar?

_Tem algum problema dele ficar aqui? É só por um ou dois dias.

_Tudo bem. Mas, e o Caio?

_Bom, aí é contigo. O homem é teu! _ deu de ombros. _ Bela, eu tenho que correr para a faculdade. Se cuida amiga porque... _ colocou as mãos no meu ombro. _ você está feia. Vai por mim. Horrorosa! _ falou, se agüentando para não rir.

_Eu fiz a unha ontem!

_Deixa eu ver! _ pediu, desacreditando.

_Aqui ó. _ mostrei com as mãos estendidas no ar.

_Querida, para uma doméstica, está ótima. Esse branquinho cru e sem graça fica perfeito. Põe um vermelho nisso, um ruge nessa cara... _ ela apertou os seios e fez uma cara de “tara” divertidíssima. _ ... e joga todo esse sex appeal para fora! _ balançou o cabelo no ar, teatralizando. Depois, piscou o olho para mim e saiu.

Eu fiquei ainda meio zonza, sentada na minha cama. Nem com Lexotan eu conseguiria dormir depois dessa notícia.Respirei fundo e fui até o banheiro fazer xixi.

Olhei-me no espelho e, em seguida, verifiquei minhas unhas. Débi talvez estivesse certa, eu merecia um cuidado especial. Mas, tinha tanto medo de estar criando um monte de expectativas para depois me frustrar.

Só que não podia negar que a alegria explosiva dela me entusiasmara. Minha amiga conseguiu trazer-me de volta àquela Bela alegre, feliz e adolescente. Acho que a vida permitiu que ela e eu nos reencontrássemos porque, no fundo, eu estava precisando de ajuda também.

***

Trilha sonora da cena (clique aqui)

_Dona Isabela. _ o rádio tocou na minha mesa, eram seis horas da tarde.

_Pode falar, Cristóvão. _ reconheci sua voz.

Continuei escrevendo no computador o e-mail para uma cliente que queria contratar nossos serviços.

_O senhor Caio quer falar com a senhora, posso deixar subir?

Meus dedos travaram no teclado e meu corpo inteiro parou, até me coração estancou. Parecia que tinham derrubado um balde de cera sobre mim e eu mumificara.

_Dona Bela?

_Oi, na escuta. _ peguei o rádio. _ Pode mandar subir. _ autorizei e desliguei.

Era verdade, a Débi estava certa, ele viera me ver.

_Ai, meu Deus! Ai, meu Deus! _ fiquei de pé, dei uma volta na sala, estava absurdamente sem ar, com calafrios, os pêlos da nuca, dos braços, do corpo todinho arrepiados, tudo em pé de tanta excitação. _ Ai, socorro!!! _ corri para minha mesa e sentei novamente.

Não podia aparentar desespero. O que ele ia pensar? Que eu tinha ficado todo aquele tempo à sua espera!

Ouvi três toques na porta.

Fechei os olhos e respirei profundamente. Seis meses e ele estava à minha porta.

_Pode entrar... _ falei, pegando uma caneta e fingindo escrever alguma coisa “sem noção” no primeiro papel que achei na mesa para dar uma de “mulher super ocupada” e que não está nem aí para sua chegada.

Só vi aquele vulto entrar pela minha esquerda e ficar bem na minha frente. Meus olhos se levantaram do papel e senti a veia pulando no meu pescoço. Lentamente, fui visualizando sua figura, como um scanner que faz a leitura gradual da imagem de baixo para cima.

Ele estava de calça jeans e uma blusa azul clara. Aquilo para mim significou muito mais tempo do que realmente foi, o mundo parecia ter parado de girar. Mordi a parte interna dos lábios e meus olhos se encontraram com os seus, brilhantes, profundos, fitados em mim.

_Oi. _ disse-me e sua voz nos meus ouvidos despertaram-me alma.

Seis meses não foram suficientes para deixar-me imune à sua voz grave e familiar. Nem a eternidade, creio eu, seria capaz.

_Oi, você estava andando pela rua e pensou: "puxa, vou virar aquela esquina e dar um pulo lá na Bela"? _ perguntei, sem deixar nada fácil para o lado dele.

_Não, na verdade eu estava andando na rua e pensei: "puxa, vou pegar aquele avião, atravessar o Brasil e ver a Bela". _ foi rápido também.

_E... o que te motivou a dar um pulo acolá no Brasil? _ recostei-me na cadeira, em posição de defesa.

_Eu já disse: ver a Bela.

_E...? _ franzi a testa.

_Eu senti sua falta.

_Caramba! Demorou um pouquinho, hen? _ alfinetei.

_Bela, eu estive pensando...

_Engraçado.. _ levantei-me e fui para perto dele. Ficamos frente a frente. _ A última vez que nos falamos você me disse exatamente isso, acho que foi no baile. Vem cá, você está pensando até agora? Que pensamento colossal. Escreve uma tese sobre isso! Falo sério! Agora eu estou tentando a prova para o mestrado e estou vendo que não importa o tema, se você tem uma boa idéia e embasamento... tudo se resolve. Embasamento não vai te faltar, eu acho...

_Pelo visto, tudo que você guarda de mim é rancor. _ sua voz saiu triste e, por um triz, aquilo quase me quebrou.

_Rancor? _ eu não conseguia sair da linha “sarcástica-ácida”. _ Por que eu teria motivos? Eu te esperei por quatro anos e quando achei que você podia pensar em uma maneira de ficarmos juntos, você decidiu por nós dois que era melhor seguir sem mim. Ótimo, Caio. Mas como vê, eu não morri, estou bem, sobrevivi.

Caio riu sozinho, olhou para o lado e balançou a cabeça.

_Como eu sou um idiota.

_Aonde vai? _ perguntei, quando ele caminhou para porta.

_Eu vim para conversar com você, não para ficar a tarde toda em um estratagema verbal. Não gosto muito desses RPG's com meus sentimentos. Você sempre soube disso, aliás, você deve ter esquecido tudo sobre mim, grande mulher bem sucedida. _ ele tirou do bolso de trás da calça jeans um envelope branco e jogou em cima da minha mesa. Aquela cena lembrou-me uma vez no colégio, quando ele fizera um trabalho de casa para mim e jogara na minha carteira. _ Lê e depois joga fora, se quiser.

Caio saiu.

Eu ainda dei três passos, mas a porta se fechou na minha frente. Droga! Como eu podia ter deixado a raiva me dominar? Era muita coisa acumulada na garganta!

Peguei o envelope e sentei no sofá.

“Aos cuidados de Isabela”, dizia unicamente no verso do envelope. Abri-o, tendo que rasgar a parte lateral. Era uma folha digitada no computador.

“_Bela, são onze horas da madrugada e eu estou aqui em casa tentando te escrever. Já gastei meio caderno, mas percebi que estava devastando as pobres árvores na tentativa de fazer um começo decente, então parti para a tela do computador, onde posso apagar e ainda ser ecologicamente responsável...”

(Aquele seu tom de amigo já fazia o meu corpo aquecer e as lágrimas virem aos olhos, não importava a continuação daquele primeiro parágrafo).

_"Você pode se perguntar porque está com essa folha nas mãos e não lhe enviei por e-mail. Mas eu vou me propor entregá-la em suas mãos eu mesmo, não por intermédio do correio. Nem que eu deixe com alguém da portaria do seu trabalho, só quero que saiba que vim trazer o meu coração de volta para você dentro desse envelope pessoalmente. "

(Levei a mão à boca e tentei não chorar.)

"_Eu sei que você deve estar se perguntando o que deu em mim agora. E eu vou ser muito franco com você e contar tudo exatamente como aconteceu. Eu estava muito cheio de expectativas no aspirantado. Achava que tudo tinha que ser daquele jeito: você vir comigo, largar tudo e pronto, porque a minha carreira era mais importante. Eu pensava ainda assim até antes de ontem.

Aqui no quartel tínhamos um sargento muito amigo, que morreu em um acidente e nosso capitão Ruan tentou de tudo para salvá-lo. Eu acabei passando por todo esse transtorno ao lado dele e em um dado momento, começamos a conversar sobre a vida. Contei um pouco da minha, ele um pouco da dele.

Foi aí que ele me perguntou:

_Se estivéssemos na guerra agora e o seu melhor amigo se ferisse, você o largaria no meio do caminho, sabendo que ele teria chance de sobreviver se o carregasse nos ombros?

Eu respondi que lógico que daria minha vida para trazê-lo nos ombros. Foi aí que o que ele me disse me atingiu como um soco na boca do estômago.

_Você já foi mandado para guerra faz muito tempo, meu caro. Só que abandonou a pessoa mais importante para trás e só pensou na sua vida. Pode ser que ela tenha sobrevivido, mas será que você merece dela o mesmo respeito, depois de tê-la abandonado à própria sorte?

Eu entendi naquele momento que a pessoa a qual ele se referia era você e me senti a pessoa mais burra e incompetente do mundo.

_Para que serve tudo que aprendeu? Onde esperava aplicar? No front? Olha a sua volta? Não está vendo as minas? Elas estão armadas para te pegar, só que o colorido da paisagem ilude, deturpa. Você ainda não enxergou que as decisões que tem que tomar são essas minas?

Eu fiquei sem palavras e ele percebeu isso e só me deu um conselho:

_Filho, vai atrás do "seu soldado", pode ser que ele ainda não tenha morrido.

É por isso que estou escrevendo essa carta, eu quero você de volta para mim. Vi por aqui dezenas de casos diferentes. O comandante dessa unidade tem uma esposa que é desembargadora em São Paulo, ela nunca largou a vida dela e nem por isso eles deixaram de casar e ter filhos. São muitos e muitos casos de maneiras diferentes de se viver esse amor. Eu queria descobrir a nossa maneira, mas dessa vez, sem que ela te faça abdicar dos seus sonhos para seguir o meu.

Eu só quero estar em alguma missão bem longe e saber que o seu coração é só meu. Bela, nada teve sentindo sem você. Pode não acreditar, fiz tudo isso pensando no seu bem e só fiz mal a mim mesmo. "

(A mim também, falei baixinho.)

"_Se quiser me dar essa chance, aí está o meu telefone. "

Eu limpei as lágrimas do rosto e pensei na maneira horrível que o tratei.

_Dona Bela. _ era a voz de Cristóvão de novo.

Será que era Caio outra vez na portaria? Será que voltara arrependido de não ter dito pessoalmente o conteúdo da carta... e...?

_Dona Bela, a noiva do casamento não quer sair do carro, ela está em prantos... vem para cá.

Revirei os olhos, eu, louca para cuidar da minha vida e me aparece uma “noiva em fuga”?

Deixei a carta na minha mesa e corri para ver qual era o problema dela. Não podíamos deixar que os convidados percebessem a situação.

Entrei no carro pela outra porta e passei-lhe a taça de champanhe que eu havia pegado na cozinha. Eu já era profissional em resolver situações críticas.

_Beba. Vai te fazer bem. Toda noiva passa por isso.

_É? _ ela engoliu o choro.

_Teve uma que precisou de uma garrafa de conhaque. _ disse-lhe.

_Obrigada. _ ela bebeu tudo e respirou fundo. _ A mãe dele me odeia e diz que não vou fazê-lo feliz, estou morrendo de medo e...

_Ei... _ coloquei as mãos no seu rosto e o acariciei. _ Ninguém está preparada... Mas, quando surgirem os problemas, você mesma vai descobrir a força que tinha em você e não sabia. Você não o ama? Então, lute por isso. Vá e suba naquele altar. Nunca vi uma noiva tão linda como você! Imagina o quanto todos estão curiosos para te ver, ãnh?

Ela sorriu e eu retoquei sua maquiagem com um pó que eu trouxera. Já tinha passado por aquilo algumas vezes para ter meu próprio kit “desespero de noiva”.

Bati a porta do carro e sai de dentro. Respirei fundo. Ufa, ela não ia jogar por água a baixo toda a big festa que eu preparara. Nem que eu precisasse hipnotizá-la para ela só acordar na lua de mel.

_Pode mandar tocar a música para a noiva entrar. _ ordenei pelo rádio à minha assistente e voltei para minha sala.

Peguei a carta.

Respirei fundo.

“Lute por isso”, era a vez de eu falar para mim mesma.

Disquei o número.

Começou a chamar.



Autora: Li

Faltam dois capítulos!!! Não percam!!!

11 comentários:

Li disse...

:) Puxa, os comentários do capítulo anterior foram explosivos, gostei de ver!!!! rs. Todo mundo debatendo.
Amei!

Bom, agora faltam só dois capítulos, alguém aí está com aquele gostinho de "quero mais, manda logo esse final para cá?"

Então, espero vocês amanhã aqui neste mesmo "bate" horário, como diria o chaves, ou era o quico?

heheheheheh

Beijão da Li

Lu disse...

Liiiiiiiiiiiiiiiiiii
so uma palavra!!!
perfeitooo
li os dois capitulos juntoss
ainnnn me senti cmo a bela com o coracao disparadoo.. meu deuss
mtt perfeito td td td
o q o Caio escreveu na carta.. lindo demais.. finalmente ele percebeu q estava errado e admitiu isso!
ainnn ansiosaa deemaisssss!!!
\o/
bjuxxx Li

Li disse...

:)
Lindo não?!
Esses dois também me emocionam!
Te espero amanhã, Lu.
Vou dormir, porque a carruagem vira abóbora e amanha a escritora tem muito trabalho.
Li

aninha disse...

que emoção!!!!!! o caio voltou!!!!!! palmas!!!! mas e agora ??? LI, vc nao imagina o tanto que eu chorei hj com esse capitulo!! agonia total!!!! mas eu já visualizo esse final.. vamos aguardar!!!!

Marga disse...

Nossa!!! como é bom passar uns dias fora!! cheguei agora a pouco e tinha 4 capítulos novos em folha pra ler!!!
aaaaa!!! mas o que eu mais gostei foi esse!! o Caio é muito fofo!!! até q enfim ele entendeu q só porque ela não foi com ele naquela hora, não quer dizer que tudo está perdido!! aliás, eu não tinha entendido ainda o porquê de ele ter pensado assim... eu e meu noivo estamos esperando um tempo pra casar, até eu terminar a faculdade, trabalhar um pouquinho, e ele ajeitar a vida lá onde ele está até eu poder ir e ficar com ele de vez... bom, por enquanto está dando certo, e eu recomendo pra Bela e pro Caio e pra todas as namoradas de cadetes que esperem mesmo esse tempinho, acho q é muito importante, tanto pra eles, quanto pra nós!
aiaiai!!! não quero que acabe!!! mas quro q eles fiquem juntos de novo!!
lindo lindo esse capítulo!!!! tudo de bom!!!!
bjão LI!!!!

Ana Carolina disse...

como já disseram cada um tem seu tempo..conheço casais que se casaram e foram para bem longe, e deu certo...muito certo...conheço usn que esperaram só o tempo de alugar alguma coisa e a esposa ir, e deu certo, e conheço gente que esperou memso um tempo aqui...e deu certo...mas conheço gente que tentou ir logo e não deu, e conheço gente que esperou e parece que a relação foi por agua a baixo com isso...vc tem que saber o que o seu relacionamento pede...não adianta por os bois na frente da carroça senão não chega em lugar nenhum!!!
Li...eu sou muito curiosa...estou ficando nervosa com esses dois capitulos que não chegam logo!!!ai...quero saber logo esse final..quanto suspense!!rs

mell disse...

meu deus =O
o melhor capitulo de tdo o livro foi o de hj!
antes de começar a ler eu pensei 'juro q hj naum vou chorar', mas pow... a li joga sujo!
hehehe
mtooooo² perfeito!

aninha disse...

concordo contigo Mell!!!! até eu que naõ sou de chorar não aguentei... mas o cap que me deixou malzona foi a volta da Débi... nossa... que sensação de ter nadado e morrido na praia!!!! a Li pega o nosso emocional e da aquela torcida básica até a última gota!!!!!hauhahuauhauhua!!!!!! Li, posta logo outro capitulo!!!! o que vai acontecer agora ??? que agonia!!!!!!!rsrsrs!!!!!

Li disse...

Meninas, do meu coração, trabalhei o dia todo e só pude entrar agora, portanto, vou responder a todas aqui:

1) Lu, fico muito feliz que tenha gostado da carta, sei lá, ela foi uma inspiração. Esse capitão é bem sábio não? Mas já já... Vamos entender melhor sobre ele... (suspense aberto)

2)Aninha, minha flor, obrigada pelas palmas. Vindo de você, rs, sou eu que choro! Que final vc vizualiza?

3)Marga, minha linda, não pode passar dias fora não, vou puxar essa orelha, rs, faço isso com todo amor para ti! Beijocas estraladas para vc!

4)Ana Carol, comentar sobre o que você diz é sempre dizer: "Assino em baixo"! Linda, você é um poço de experiência!!! Já devo ter te dito que te adoro né? Reitero!

5)Mell, docinha!!!! rsrs. O melhor capítulo? Sim, eu também achei.

6)Aninha, eu torci tudinho? Até a última gota?! Adorei essa, rs, morri de rir. Que fofa você é!

Amadas e queridas leitoras! Vocês é que são demais em minha vida!

**Cadê a Lucy?!** ¬¬

Li

Paula disse...

Ahhhh
Falta pouco pro final...Faz assim fala o dia e a hora que vc vai publicar e todas nos entramos na hora pra ver, ou melhor ler o ULTIMO capitulo da minha novela favorita!rsrs
Ahhh O caio é lindoooo...Quero uma carta tbm!!!Hoje estou super feliz meu lindo namorado passou o dia comigo...pela primeira vez ele foi me pegar no colegio...pois ele nunca veio ao rio numa segunda...e essa semana vai ser todinha assim...Ahhhh que lindoooo!!rsrs
Olha o apartamento da Bela vai bombar...debi, ribeiro, bela e caio, uma casa cheia de amor...fico feliz que a debi esteja melhor...muito ruim ver ela pensando que não conseguiu....ela conseguiu claro...so precisa de tempo pra se acahar...e o caio...ele sabe fazer um charme...eu se fosse a bela ligava e falava "quero vc em 30 minutos na minha sala...porq eu TE QUERO!!!" rsrs
Ahhhh eu não to bem!!
è o amor!!

Lu disse...

ainnnnnnnnnnnnnnn q ansiedadeeeeeee
uahauhauahauhauah
to estudando mas de instante em instante eu venho aki ver se ja tem o novo capitulo...
uahuahauhauahauhhauha..
Liiii ia falar ctg no msn so pra mandar bjux mas c saiu na hora q eu ia falar! tava estudando ai nem vi a hora q c entrou ;/

bjuxxxxxxxxxxxxx