1 de set de 2007

Cap 90: Vida nova, casa nova

Trilha sonora da cena (clique aqui)

(6 meses depois...)


_O apartamento é o melhor que temos para alugar. Vista ampla da sacada, uma sala em L espaçosa e os dois quartos já estão com armários modulados. _ avisou-me o corretor por telefone.

Mesmo assim preferi conferir tudo de perto. Queria ver com meus próprios olhos o meu futuro canto. Seria uma espécie de quarto em grandes proporções, a minha casa, o meu lugar onde posso fazer o que quiser e ser dona de mim, independente. Era a realização de um grande sono.

Realmente era como eu queria. Muito aconchegante. Levei algum tempo para decorá-lo, pois queria cuidar com muito carinho de cada detalhe. Sempre fui de me empenhar em tudo que faço, gosto de pesquisar antes para ter uma gama de escolhas. Comprei revistas de decoração, entrei em sites e fui montando meu estilo.

Para começar, a sala. Coloquei dois sofás brancos muito fofos e com almofadas aconchegantes. Um era de cinco lugares, ótimo para eu me esticar e ler um livro. Sobre ele, coloquei uma manta mostarda bem chique. Em uma das paredes, fiz uma textura em vinho escuro e coloquei quadros de tons claros para contrastar. Fui, pessoalmente, escolher uma planta grande para colocar em um dos cantos, ela seria ótima para absorver as energias do ambiente. Que dia delicioso aquele passeando pela floricultura.

Eu não queria nada caro... Eu queria sofisticação. Fui em um antiquário e consegui um aparador antigo, com um design maravilhoso. Coloquei-o encostado na parede vermelha e, em cima, um vaso com folhagem seca e dos dois lados deste alguns porta-retratos de pessoas queridas: Débi, minha mãe, meu pai e irmão, os amigos da faculdade, meu tio, os profissionais da empresa.

Não havia foto dele, estavam todas junto com as coisas que eu ainda tinha dele na casa dos meus pais. Não trouxe comigo. Eu decretara que começaria uma vida nova, não podia trazê-lo para dentro de casa, por mais que ele cismasse em me seguir dentro do meu coração.

Então, como eu ia dizendo, a sala era meu ninho. Coloquei um tapete bege claro e em cima uma mesa de centro grande de madeira decorada com livros e umas velas coloridas que comprei em uma casa esotérica. Eram aromáticas e coloridas.

Ao invés de comprar um estante, fiz diferente. Coloquei uma enorme prateleira de ponta a ponta de uma parede e duas menores embaixo, pegando de um canto até um espaço no meio, de maneira que a televisão ficou encaixada entre elas. Um pouco mais abaixo, mandei fazer uma pequena estante pequena, só com portas, para eu guardar coisas que eu teria no futuro, já que era só o começo da minha vida de solteira independente.

Na varanda, uma rede, claro. E uma cortina estilo romântica, salmão, maravilhosa, que faz sentir-me em uma casinha de bonecas.

O meu quarto era amplo, com uma cama de casal para eu me espalhar entre oito almofadas e travesseiros muito fofos. Apenas coloquei uma mesa para comportar meu computador novo e cadernos da faculdade. Queria uma coisa clean mesmo, sem muitos móveis.

A cozinha já estava com armários, só tive mesmo que comprar o basicão dos eletrodomésticos. Mas, não queria que fosse um lugar frio. Coloquei quadros pequenos na parede, enfeitei com potes de vidros, flores e coisas que me fizesse lembrar de que aquele era um lugar acolhedor.

Podem ficar pasmos, mas aprendi a cozinhar. Claro, às custas da paciência das cozinheiras do salão de festas que me aturavam em seus ombros, fazendo mil perguntas e apontando para as panelas. Acho que até engordei um pouquinho de tanto provar os pratos.

Minha rotina era faculdade, trabalho e minha casa. Mas, logo vi que precisava de mais fôlego e decidi, então, me matricular na academia. Finalmente, eu estava em equilíbrio de corpo, mente e coração.

Pode parecer muito estranho eu dizer isso, mas eu sobrevivi à separação. No princípio, parecia que o mundo ia acabar, eu não conseguia parar de chorar e me sentia alguém muito ruim, como muita gente me fazia crer que eu era. Mas depois, voltei a lembrar do que sou de verdade, focalizei minha atenção nas coisas que eu gostava e segui meu rumo.

Ele não é algo que eu possa esquecer, simplesmente vem em meu pensamento para onde quer que eu siga, mas agora sem me atrapalhar. Simplesmente, está ali quieto em meu coração, sem trazer turbulências.

Às vezes, me perguntam como ele está, mas eu digo o que de fato aconteceu: não procurei saber. Eu queria ficar bem e esforcei-me para isso.

Não posso dizer que não me sinto solitária em certos momentos, mas isso também não me faz infeliz. Vivo rindo, de alto astral, tentando passar coisas boas para as pessoas, não posso amargar um rompimento do passado e tornar a vida de todos um inferno.

Ao mesmo tempo que estou terminando minha graduação, estou estudando para a prova do mestrado, que espero passar. Por isso, hoje, na hora do almoço, eu tinha duas tarefas, além de comer no shopping, comprar umas roupas legais para malhar e passar na livraria.

Sentei-me em uma mesa e pedi um pedaço de torta. Seria minha sobremesa, eu amava comer doces e guloseimas naquela parte da livraria. Era tão aconchegante! Luz baixa, fotos antigas da cidade do Rio de Janeiro nas paredes, um ambiente acolhedor que tocava mpb e jazz.

Era quase terapêutica aquela sessão de café com bolinhos e livros. Nem sempre eu vinha para comprar, só queria me sentir naquela deliciosa atmosfera. Abri minha bolsa e tirei uma carta. Era de Débi.

Débora fora morar no norte com Ribeiro e viver sua vida de casada, mas nem tudo saiu como ela sonhava. Semanalmente quase me escrevia. Eu tentava responder sem interferir muito em suas decisões, pois não queria ser a “amiga que a coloca a perder”, eu já estava suficientemente mal vista por não ter querido seguir com meu ex para o sul. Já estava bom de inimigos.

Aos poucos, as cartas começaram a me fazer mal, pois elas a todo momento relembravam-me de uma agonia que eu só queria esquecer, porém, por amizade, eu as abria e lia com paciência. O meu blog já havia sido fechado há muito tempo e ela, por não ter computador em casa, também desistira.

Era duro saber que minha amiga não se adaptara a nova vida. Eu achei que era só um pânico inicial de estar longe de tudo, mas cada carta reiterava a sua infelicidade diante das circunstâncias.

Hoje fora uma das vezes em que adiei a leitura da carta que pegara no correio de manhã. Pensei que, talvez, o ambiente gostoso da livraria proporcionaria boa paz de espírito que eu pudesse acolhê-la.

“Bela.

Fiquei muito feliz por saber que você está firme e forte estudando para a prova do mestrado. Muito bom para você. Eu ainda não consegui retomar os estudos. Achei que seria tudo muito simples, chegaria aqui, ingressaria em uma faculdade e pronto. Mas, não estamos podendo ainda porque os móveis foram muito caros, gastamos bastante com tanta coisa... que meus estudos tiveram que esperar. Isso me deixa mal, sabe? Fico com aquela sensação de que tudo está passando por mim e eu estou no mesmo lugar.

O Ribeiro vive em missões, no trabalho... e eu? Sozinha em casa. Eu tento sair, fazer amizades, mas a vontade que dá é só voltar para meu quarto e ficar deitada na cama. Como lhe falei, comecei a ir a psicóloga. Ela me passou uns remédios. Nunca pensei que eu precisaria disso.

Eu tive a idéia de dar aulas, procurei uma escola particular aqui perto, mas o diretor disse que não podia me dar à preferência, já que eu não tinha estabilidade, que daqui a pouco iria embora e o dinheiro que investiria em mim seria perdido. Aquilo contribuiu para uma crise que fez a minha psicóloga entrar com os remédios.

Vejo as fotos da formatura do fim do ano passado. A maioria daquelas meninas não estão mais com seus namorados, sabia? Talvez você não saiba, pois preferiu se afastar... mas a vida é dura, encarar isso não é brincadeira. Não é como eu pensei, eu tinha sonhos, castelos construídos em minha mente.

Agora as que estão aqui estão bem felizes. A maioria não trabalha, fica em casa fazendo artesanato, tentando contribuir de alguma forma com a renda. Mas elas parecem que tem a vida que pediram a Deus, dá para ver em seus olhos a alegria que eu não vejo nos meus.

O Ribeiro fica triste com isso... Ele sabe que eu não estou bem, pois tirou a arma de casa. Imagino que tenha sido um pedido da psicóloga... Algo me diz que foi ela.

Eu queria poder dizer para algumas meninas que ainda estão achando que a melhor coisa é jogar a sua vida para o alto para pensar melhor, porque pode não ser ainda a hora. Eu disse isso a minha psicóloga e ela falou que se as pessoas que eu conheço são felizes, eu não precisaria dizer isso a elas, mas só a uma pessoa: a mim mesma.

Exatamente isso... Eu queria poder voltar no passado e dizer a mim mesma para pensar melhor. Porque, agora, eu não posso abandonar o meu marido. Mas eu não estou bem, Bela.

Eu sinto falta de tudo e nada daqui me satisfaz. As pessoas amam esse lugar, é perfeito para elas, mas não tem nada a ver comigo, não me reconheço em nada. E isto está se refletindo no meu físico, emagreci 10 quilos.

Bela, o que devo fazer? Me ajuda.

Débi.”

Realmente, nem o ambiente, a música ou os bolinhos da livraria me faziam digerir o soco no estômago que eram aquelas palavras da pessoa que eu tanto amava. Débi era quase parte de mim.

Respirei fundo e guardei a carta. Eu tinha a resposta que ela queria, mas não podia dá-la. Não seria justo com Ribeiro, mas foi ele mesmo que me permitiu ajudá-la.

À noite, o telefone tocou e eu, que já estava debaixo das cobertas, assistindo um filme que alugara, tive que levantar para ir até a sala. Eu tinha que, urgentemente, providenciar uma extensão, nem que improvisar uma com um fio muito grande para carregar o telefone pela casa.

Atendi, sentando-me no sofá com a perna dobrada.

_Ribeiro? _ franzi a testa. _ Aconteceu alguma coisa...?

_Bela, você deve saber que a Débi não está bem, eu vejo que você manda cartas para ela.

_O que aconteceu?

_Calma, ela não fez nada ainda. Mas eu temo que seja "ainda". _ a voz dele era de quem estava relutando para não chorar. _ Às vezes, eu acho que fiz errado em trazê-la para cá, eu estou feliz, mas ela não consegue ser feliz ao meu lado...

_Ribeiro, ela te ama muito, ela só não gosta do lugar...

_Bela, ela está muito mal, não consegue comer. Ela está no hospital tomando soro. Vou convencê-la a voltar para a casa da mãe. Ela não quer, mas eu vou obrigá-la porque eu estou com medo de ela estar enlouquecendo aqui...

_Ribeiro, escuta. Eu vou mandar o dinheiro da passagem dela, vou esperá-la no aeroporto e diz para ela que ela vai ficar na minha casa, aos meus cuidados.

_Você faria isso? Acho que só você conseguiria trazê-la de volta àquela Débi de antes porque eu estou detonado com tudo isso...

_Ela só precisa voltar para as fontes de referência dela. Voltar a estudar, a trabalhar, a sair, a viver como antes.

_Bela, eu amo tanto essa mulher que, se for para ela estar aí, feliz, e só me ver uma vez nas férias, eu vou estar bem, eu só quero vê-la feliz, não importa o preço da distância que eu pague.

Aquilo para mim foi muito tocante de ouvir porque era justamente esse sentimento de desprendimento que esperei de Caio.

_Mesmo que ela queira arrumar outro... _ prosseguiu com seu desabafo. _ Eu vou superar, eu só quero saber que em algum lugar ela voltou a sorrir, mesmo que não seja por minha causa. Mas, eu tenho medo de chegar um dia em casa e ver que ela cometeu alguma besteira... Bela, me ajuda, eu estou desesperado.

_Calma, Ribeiro. Faz o que lhe falei. Vou depositar na sua conta o dinheiro e o resto aqui é comigo.

_Obrigado. Vou voltar para o hospital. Nossa, estou sem dormir acho que há dois dias. Isso está fazendo mal para mim também. Não entendo por que conosco deu tudo errado.

_Não deu tudo errado. Apenas, quem sabe, foi fora de hora. Ela não estava pronta para isso.

_Foi assim com você e Caio?

_Prefiro não falar dele. _ pedi.

_Como você sabia que não era sua hora?

_Ribeiro, a Débi e eu somos pessoas diferentes. A questão é que ninguém sabe como será até meter a cara. Cada um terá uma reação. Uns vão e, mesmo dando errado, não abandonam o barco. Outros preferem não ir. Outros vão e voltam para se preparar melhor...

_Acho que esse será o caso dela.

_Vamos ver...

Desliguei e mais uma vez me senti mal, com aquela carga pesada. Essa coisa toda de se sacrificar tinha um quê de intoxicante. Só de relembrar me tirava o fôlego. Mesmo assim, eu me odiava por ainda ter uma absurda vontade de rever o Caio. Detestava-me por ter saudade de alguém que eu comecei a sentir raiva. Tudo se misturava. Basta!

Larguei o telefone, balancei a cabeça para os lados e respirei muito fundo, fechando os olhos. Eu voltaria para o meu filminho de comédia, meu edredom e minha paz.

***

Quando fui buscar Débi no aeroporto, estava muito ansiosa para revê-la. Mas meu sorriso de felicidade se desfez quando reconheci aquela garota de cabelo preso, magrela e cheia de olheiras, vindo a mim de cabeça baixa.

Eu simplesmente abri os braços e ela se encolheu como quem, finalmente, encontra um porto e desatou em um choro desmedido.

_Eu não consegui, eu não consegui... _ repetia isso.

Olhei para as pessoas ao redor nos observando.

_Débi, olha para mim? _ levantei seu rosto. _ A Bela, lembra? Sua amiga de todas as horas.

Ela engoliu o choro.

_O Rio de Janeiro maravilhoso. _ sorri. _ E os cariocas tirando todos os casacos breguíssimos do armário para não sentirem frio!

Ela riu.

_Você está de volta, garota! _ pisquei.

Ela mal imaginava o que a esperava no meu apartamento. Eu consegui reunir sua família, os nossos amigos em comum e fiz uma pequena festa de boas vindas com balões coloridos, comidas, bebidas.

_Bem vinda! _ todos gritaram quando eu acendi a luz.

Débi começou a chorar, ela ainda estava muito frágil para fortes emoções.

_Obrigada, obrigada. _ repetiu de longe e eu li seus lábios.

Naquela noite, ela dormiu na minha cama e eu a obriguei a comer todos os doces e salgadinhos deliciosos que encomendara. Era o fim da sua falta de apetite!

_Como será que meu marido está?

_Ele está bem! Ele é um guerreiro da selva!

_E o seu cavaleiro? _ perguntou.

_Eu não tenho mais cavaleiro. Estou vendo que daqui a pouco vou ter que me contentar com um motorista de ônibus ou um taxista. Quem sabe um motoboy? _ franzi a testa, bati no travesseiro e o arrumei para deitar. _ Mas se me aparecer um Jama eu aceito.

_Jama? _ ela riu.

_Se aparecer um jamaicano bem grande com um... _ fiz o tamanho com a mão. _ bem grande, eu gamo!

Ela deu uma gargalhada longa com minhas palhaçadas e eu senti que estava começando a cumprir minha promessa de salvar a mulher da vida de Ribeiro.

_Estou cansada... Amanhã vamos sair para comprar uma cama de solteiro para você e ir à faculdade para reabrirmos sua matrícula!

_Tudo bem... _ ela sorriu e fechou os olhos.


Autora: Li



*Blog da Bela e da Débi

* Comunidade do livro no orkut!

Imperdível! Faltam apenas 3 capítulos!

8 comentários:

Anônimo disse...

Emocionante como sempre... mas agora com um 'quê' de possibilidades. Porque não estamos mais a ler sobre o assuntos que já passaram, e sim, sobre assuntos futuros. É algo sobre o qual não quero pensar agora, mas é edificante ver as possibilidades para que eu conscientize a mim mesma das responsabilidades que vou assumindo a cada decisão.

*Lucy suspira*
... o importante, para mim, é ter em mente o objetivo. Tudo pode acontecer, inclusive nada, certo? É preciso ser forte para decidir não ir ou, se escolher ir, aprender a adaptar-se. Porque nem sempre poderemos voltar para as nossas origens, como fez a Débi, ou ter uma segunda chance "para se preparar melhor".

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios." (Charles Chaplin)

***
Bjo, meninas!
Um grande bjo, Eli! Você escreve muito bem!!! Estou ansiosa pelas novas aventuras "do fantástico mundo da Li"! (risos)

Paula disse...

So tres??
Estou me sentindo na semana de final de novela que geral não quer sair so pra ver o ultimo capitulo...
rsrs
è bom ver como uma historia tão parecida que nos vivemos pode ter muitos finais dferentes...a Bela e a Debi tiveram caminhos oposto mas no final acabaram no mesmo lugar...isso significa que não há o caminho certo ou errado...mas pelo menos, como falava minha vó, os sofrimentos são obstaculos na estrada,não adianta parar, voce tem que passar por eles pra chegar no seu destino.
Fiquei triste ao saber como a Debi ficou...ela e o ribeiro estao sofrendo muito!mas tenho certeza que logo ela melhora. Não acho nada da Bela...acho que tudo foi certo, se ela não tem certeza , melhor não arriscar...

mell disse...

aaii...
nem sei o q comentar =/
fiquei super triste com tudo isso, pela debi naum ter se adaptado com o norte e com a bela, por 'desistir' do caio!
seilah.. eu imagina um final diferente :(

Li disse...

oi, meninas!
Bom dia... só tenho a dizer que o capítulo de hoje e amanhã "valem o livro"... imperdível!!!
Não percam!
Beijocas!
Li

aninha disse...

o que vai acontecer agora ? fiquei com pena da débi!! ela tava tão feliz com o casamento!!!!!

Anônimo disse...

bom vou postar em anonimo pois tenho meus motivos..rs..
mais eu to achando muito triste td isso.. mais tah mostrando q td escolha provoca perdas... a bela mostrou q ela perdeu ele..mais ela ponderou oq era mais importante naquele momento e por mais q seja dificil falar isso o caio n pensou muito nela.. foi egoista em n esperar o tempo dela.. ela n disse q n ia nunk disse q n estava preparada...
a debi escolheu ir e deixou td p traz infelizmente n se adaptou... tds perdem msm quem c adapta sente falta da familia dos amigos..
acho q isso tudo esta sendo muito bom p tds as meninas pensarem bem nas escolhar... ficar p fazer faculdade pode ser ruim e vc pode perder o amor da sua vida..mais largar td por ele n significa felicidade eterna..e n eh pq vai q vai ter ele p sempre e nem pq fica vai perder..cada um tem seu relacionamento e deve fazer as escolhas olhando p ele e n p o relacionamento dos outros..
aqui quem fala eh alguem mais esperiente..bjs msninas

Li disse...

aplausos.
só o que tenho a dizer!
aplausos de pé, anônimo.
That is it!

Paula disse...

Concordo com o anonimo....cada um tem o seu tempo...não é porque a debi seguiu o ribeiro é que ela vai ser feliz ou a bela de ter deixado o caio vai ser infeliz...cada um tem o seu jeito de lidar com as coisas...As vezes temos que ser egoista...olharmos pra nos e vermos o que é bom pra nos...a pessoa do lado pode não entender, mas tem que respeitar o seus limites...Tenho certeza que o caio sente falta da bela, assim como ela...e ele sempre soube que a bela não quer ser dependente...Não acho que ele errou em terminar...ele achou melhor sofrer e deixar a bela seguir seu caminho...assimcomo o ribeiro falou que prefere a debi bem longe dele, do que ela triste ao seu lado. Anos atras era facil o cadete terminar a aman, casar e ir pra bem longe com a mulher...isso era facil pois a sociedade colocava que o dever da mulher era estar sempre ao lado de seu marido cuidando da casa e dos filhos e não ter uma vida fora disso...alem de que o dinheiro do marido dava perfeitamente pra pagar todas as contas... mas hoje a mulher sabe que ela pode muito mais...pode ter uma profissão...uma vida bem diferente...e muitas vezes ela se sente mal se não pode ajudar nas contas...se sente inutil... é bom saber que muita coisa mudou! as vezes eu penso se fosse nos na pele deles...se nos estivessemos na academia e eles aqui fora...eles largariam tudo e nos acompanhariam????