19 de ago de 2007

Cap 77: O verdadeiro amor

Contei para o Caio o motivo de estar usando uma blusa de gola alta. Não teve como esconder, ele queria tirar minha roupa e eu relutei. As marcas ainda estavam evidentes. Parece que minhas palavras o anestesiaram. Ele ficou ali parado na minha cama, com a boca um pouco entre aberta. Uma mistura de raiva, impotência, ciúme e horror estavam em seus olhos.

_Eu vou matar esse cara.

_Não, Caio, fala baixo. Meus pais não sabem de nada, não quero mais confusão, quero ficar muito longe de qualquer escândalo...

_Ninguém mexe com você... _ ele estava irado e eu vi pela primeira vez o que aqueles anos de Academia tinham lhe dado, uma força brutal.

_Por favor... _ apelei para as lágrimas, já que eu era fraca demais para segurar aquela massa de homem.

Caio passou as mãos no cabelo, pôs na cintura e me olhou:

_Você está bem agora? _ veio em minha direção, desolado por não poder retornar no tempo e alterar o passado. _ Ele fez mais alguma coisa...

_Não! Ele só me beijou a força e me agarrou pelo pescoço...

_Vem cá... _ me puxou para um abraço. _ Não lembre mais disso. Passou. _ beijou meu cabelo.

_Caio eu te amo tanto... _ aquilo saiu com muita força de dentro de mim, como se nunca tivesse lhe dito isso.

_Eu também, minha linda. _ ele me trouxe para a cama, deitamos e eu me aninhei em seus braços, fechei os olhos e fiquei escutando as pancadas do seu coração. _ Você é a coisa mais importante da minha vida, depois dos meus pais, sabia? Não suporto a idéia de que alguém te tocou.

_Mas o meu coração só foi tocado por você.

_O tempo está passando rápido, daqui a pouco o segundo ano acaba, parece que foi ontem que começou. Acho que tivemos tantas coisas boas para lembrar que nem vimos à hora passar.

_ É verdade, estar com você é sempre bom. _ sorri, uma enorme sensação de paz me envolveu.

O sol da tarde desaparecia e deixava apenas uma luz fraca iluminar o quarto. Caio ficou ali me fazendo carinho. Seu pé engessado deixava uma trilha de pó branco por onde passava. Acariciei seu peito musculoso e beijei seu mamilo, ele não se conteve de riso:

_Pára, eu morro de cócegas. _ pediu.

Apoiei minha cabeça na mão e deitei de lado para observá-lo melhor. Por mais que Jonny tivesse charme, beleza, dinheiro, nada nele era comparável à deliciosa sensação de paz que Caio me proporcionava. Era como se desde sempre nos conhecêssemos e fossemos íntimos. Havia uma transparência entre nós que nos fazia sentir “em casa”, sem máscaras, sem duplicidades.

Cochilei no colo de Caio e no calor do seu corpo eu, finalmente, descansei tranqüila e feliz. Ele, sim, era o homem da minha vida.

Autora: Li



*Blog da Bela e da Débi

* Comunidade do livro no orkut!

O livro ganhou o troféu "The Best!" do mês, no site A Gazeta dos Blogueiros!

6 comentários:

mell disse...

aaiii q lindooo =)
(eu tenho uma paixao recolhida pelo caio!)
suhuhasuhshushuahsa

paula disse...

Esse momento foi dificil...pro caio e principalmente pra bela...um sentimento de impotencia total! mas tenho certeza que a bela vai supera tudo com a ajuda do amor!

aninha disse...

ainda bem que o caio foi compreensivo!!! que alivio!!!!!!

Li disse...

:)
Preparem seus corações...
Porque a estória vai chegar ao seu clímax!
Beijocas da escritora!
Li

Tita disse...

Ooooooi! Li vários capítulos juntos hj! Qta coisa diferente acontecendo! Ficou demais a história! Essa sensação de se sentir "em casa" nao dá pra trocar por nada, não é mesmo? É mto bom!
Climax?! Ai meu Deus, to curiosa!!
=))
Beijooo

p.s.: o espadim tava lindo demais!

Lucy disse...

Hmm... a Bela se saiu bem ao conta r a estória pro Caio. Só espero que ela agora consiga aprender os esquemas para se livrar de problemas como esse. =)

Que bom que tudo acabou bem... temos tão pouco tempo para ficarmos perto de quem amamos que não vale a pena ficar brigando por besteiras ou coisas do passado. =P