_Eu vou te beijar e você vai ficar quietinha.
_Não. Eu não quero.
_Você fez de tudo e agora não quer? _ beijou meu pescoço.
_Se você continuar, eu vou gritar.
_Você não vai fazer isso. _ ele tampou minha boca com sua mão e com a outra segurou meu cabelo.
_Humm... _ tentei me livrar dele, mas não consegui.
Olhei para pia e vi uma faca de pão esquecida, peguei-a rapidamente, quando ele me puxava para a área de serviço dos fundos da casa.
_Aqui você pode ficar sozinha comigo.
Tentei me acalmar, quanto mais nervosa eu parecesse, mais ele tentaria me agredir.
_Vai se comportar? _ perguntou.
Fiz que sim com a cabeça. Ele me beijou e eu tentei retribuir, sabia o quanto aquilo significava a maior traição que Caio poderia receber. Abri os olhos e me concentrei no local para saber minhas possibilidades de escapar.
Era muito difícil, as paredes eram altas e a porta estava trancada. Eu só contava com a faca na minha mão, mas eu não tinha sangue frio para usá-la. Era preciso. Respirei fundo e erguia na nuca do irmão de Bárbara.
_Se você se mexer eu vou cortar a veia que leva sangue para o seu cérebro e você morrerá em questão de segundos.
_Você não seria capaz. _ ele agarrou-me pelo pescoço e eu perdi os reflexos.
A faca caiu no chão e eu ouvi o estalido metálico da lâmina contra o piso.
_ Socorro! _ gritei.
Como uma enviada divina, a vizinha do prédio do lado ouviu e apareceu na janela. Em questão de minutos Bárbara apareceu para abrir a porta.
_Jonny, larga ela! _ordenou.
_ E você quer o que aqui? _ soltou-me e partiu para cima da irmã.
_Você não vai ter coragem de me bater. Você não tomou seus remédios? O médico já mandou você tomar! _ ela puxou-o, mas ele parecia um urso. _Bela, sai daqui, anda! _ gritou comigo.
Passei pela porta e encontrei Penélope vindo em minha direção. Eu ainda estava tossindo, ele apertara muito forte o meu pescoço.
_Esqueça esse cara. _ falei.
Logo todas as meninas estavam na cozinha, querendo saber porque eu estava machucada e chorando.
O pai de Bárbara apareceu e ela pediu para todas as meninas irem para o quarto dela, assistirem o filme.
Liguei para Débora:
_Miga, larga tudo o que está fazendo, vem me buscar, agora!
_Onde você está, sua maluca? O que houve?
_ Eu não quero falar. Eu só quero sair daqui... _ minhas mãos estavam tremendo.
O irmão foi levado pelo pai para o hospital e Bárbara veio ao meu encontro, parecia arrasada. Sentou-se comigo na entrada de casa, me fazendo companhia para a chegada de Débi.
_Agora entende porque não ajudei a Penélope.
_Você sabia disso... Porque não disse a ela?
_Porque é muito difícil... Ele sempre foi o mais inteligente da turma, o Don Juan..., o melhor de todos...
_O que ele tem? Seu irmão é um maníaco.
_Ele é um bipolar. Toma remédios fortíssimos para controlar o humor. Um dia está se sentindo o melhor e mais poderoso homem do mundo, no outro está com mania de perseguição... Com o tempo os remédios o ajudaram a conviver melhor com sua doença.
_... _ eu não comentei nada.
Dormi na casa de Débi e torci para que eu não ficasse com nenhuma marca. Meus pais arrumariam uma grande guerra por aquilo.
Mas se eu podia passar desapercebido por eles, não poderia dizer o mesmo pelo Caio, de seus olhos nada escaparia.
Autora: Li
*Blog da Bela e da Débi
* Comunidade do livro no orkut!
O livro ganhou o troféu "The Best!" do mês, no site A Gazeta dos Blogueiros!
3 comentários:
=O ... *boquiaberta*
eu... não... tenho... comentários...
=O =O =O =O =O =O =O =O =O =O =O
...caramba...
Que... DE-MAIS!!! \o/
Pela primeira vez, não sei o que dizer. Ow, o que passou na minha cabeça na hora foi: "o Caio vai se chatear pelo fato, mas ela tem uma chance já que o cara é doente".
Caraca... tomara que tudo acabe bm... =(
idem ao comentario da lucy!
=O =O =O =O =O =O
meu Deus!! esse cara é doido!!!!! também estou com as meninas, espero qeu corra tudo bem!!!!
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