9 de ago de 2007

Cap 67: Tarefa cumprida

_Bela, eu quero te agradecer por tudo. _ Dona Fabíola estava de pé, na minha sala, pronta para voltar para sua casa.

_Você faria o mesmo por mim. _ eu disse, sem tanta convicção disso.

_Hoje, eu entendo a escolha que o Caio fez.

_Que bom. _ eu sorri e coloquei as mãos no bolso da calça.

_Eu vou fazer de tudo para me recuperar. _ ela se referia a continuação do tratamento, que deveria prosseguir lá em São Paulo mesmo.

_Estamos aqui para o que precisar. _ disse.

_Obrigada mais uma vez. Eu quero te pedir uma coisa. O ano está acabando... Logo o Caio vai entrar de férias e... Seria muito bom ter você com a gente lá.

_Passar as férias de janeiro na sua casa? _ repeti para ver se tinha entendido.

_Sim. E se quiser, podemos fazer uma surpresa para o Caio...

_Bom, seria ótimo. _ aceitei, ainda meio duvidosa se ela estava totalmente do meu lado, se aquela bondade não terminaria em uma noite de sono e no outro dia ela acordasse má outra vez. _ Tenho que falar com meus pais... Mas se depender de mim, vou sim. _ ri.

_Que bom!_ ela ficou feliz de eu ter dado também um passo para a nossa futura boa convivência.

As festividades de fim de ano foram ótimas. O Natal, Caio passou com a família. À meia noite, nos ligamos para desejar um ao outro Feliz Natal. Já o ano novo, pedi para fazermos diferente. Combinei com ele que nosso ano só acabaria quando estivéssemos juntos. Então, ele veio para minha casa na semana seguinte e nos encontramos, ambos vestidos de branco. Comemoramos, enfim, o começo daquele ano com beijos, bebidas, muito amor e carinho. Foi uma delícia. Quem disse que temos que fazer igual a todo mundo e seguir a folhinha do calendário? Se for assim, vamos levar o namoro mais sem graça do mundo, já que nos vemos tão pouco.

Depois, ele voltou para São Paulo e uma semana após sua partida, eu embarquei para lá, sem avisá-lo, claro.

Fabíola veio me buscar na rodoviária. Estava mais forte, o cabelo voltou a nascer e parecia pronta para continuar seu percurso nessa vida.

_Deixei o Caio dormindo. Ele ficou ontem até tarde com o pai vendo um filme e tirou um sono depois do almoço. Como foi a viagem? Um pouco cansativa?

_É. _ disse. _ Eu fico muito enjoada.

_Mas vai passar, deixei uma comida para você lá. Lasanha, gosta?

_Claro. _ sorri, ela estava me tratando como nunca antes, desde que eu começara a namorar Caio.

Atravessamos o centro da cidade. Era muito maior e bem mais moderno que o do Rio de Janeiro. Parecia que eles estavam há 10 anos na nossa frente. A quantidade de carros era muito grande e os motoqueiros faziam zig-zag na frente da gente, não sei como ela estava conseguindo dirigir sem esbarrar neles.

Finalmente chegamos a um bairro residencial arborizado. Entramos em um prédio protegido por dois guardas vestidos de farda camuflada.

_Eu estou louca para fazer xixi. _ ri, muitíssimo louca de vontade para ir ao banheiro.

_Já, já chegamos lá. _ apertou o botão do elevador que ficava na garagem.

Subimos até o sexto andar e ela abriu a porta.

_Vê se ele está dormindo, o quarto dele é aquele ao lado do banheiro._ falou baixinho.

_Tá, mas antes eu quero mesmo é ir ao banheiro. _ ri, também falando baixinho.

Larguei a mala no chão e corri para me aliviar. Depois disso, eu estava novamente em mim. Abri a porta do quarto dele e o vi sentado diante do computador, com o cabelo todo bagunçado, como se tivesse acordado fazia pouco tempo. O edredom azul claro embolado em cima da cama denunciava que ele saíra dali.

Estava de camisa preta, com uma bermuda cor de abóbora escura e cheia de flores marrons.

_Isso que dá não ter namorada, fica aí, enfurnado nesse quarto no computador.

Caio virou-se e não acreditou no que via.

_Bela? Você?... _ levantou-se e me abraçou.

_Gostou da surpresa?

_Claro! Perfeita! _ me beijou. _Como chegou aqui?

_Sua mãe me buscou na rodoviária!

_Ah! Vocês duas de complô contra mim? _ ele falou para a mãe, que apareceu atrás de nós.

_Se você continuar reclamando, prometo que da próxima vez falo: “Bela, não vem!”

_Não faça isso! _ ele disse.

Todos rimos.

_Vou preparar alguma coisa para você comer. _ dona Fabíola foi para a cozinha e Caio fechou a porta do quarto.

_Que saudade de você! _ beijou-me com muita vontade e eu tive que pará-lo.

_Aqui na sua casa, amor, vamos com calma, sua mãe já está sendo muito boa comigo, eu não posso estragar tudo...

_Tudo bem. _ ele sentou na beira da cama e continuou me beijando.

_Ah! Vamos sair hoje, à noite?! Pego o carro do meu pai.

_Claro, vamos fazer tudo que quiser... _ me agarrei a ele como um carrapicho.

Autora: Li



*Blog da Bela e da Débi

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O livro ganhou o troféu "The Best!" do mês, no site A Gazeta dos Blogueiros!

6 comentários:

Li disse...

Oi, minhas queridas leitoras!
Adoro as visitas de todas!!!
Beijos!!!
Li

Tita disse...

Oi Li! Ahh adorei o capítulo! Agora que ela tá mais tranquila sem aquele estágio, parece que tudo ficou mais leve e claro não é? Além do que bandeira branca da dona Fabíola é muuito bem vinda num namoro assim hein!
Beijooo!

ana disse...

show demais!!! viver em paz com a sogra é fundamental!!!!!!

mell disse...

aaii.. tudo taum perfeitoo (L)
q inveja da belaa! heheeh
tb queria ter umas ferias com meu namorado! (outraaaa)
hehehehe

beijaoooo liiii =*

Li disse...

eu tb queria outras férias hehehe
beijos amadas!

Anônimo disse...

Yey!!! Que coisa mais romântica essa idéia do ano novo! Sem falar que deve ser muito legal fazer as coisas difernte dos outros, ter nosso próprio tempo, nosso próprio jeito de dialogar, nossa forma única de ver a vida e vivê-la!!!

O relacionamento precisa ser assim, se não, não é especial!!! \o/ Façam do seu jeito, pessoal! Vivam de uma forma única, que só vocês sabem como é!!! Isso é mto lindo e fortalece ainda mais pq vc sabe q ninguém mais vai estar conectado à você como o seu amor está! É isso que sustenta um verdadeiro amor, a conexão de almas e a cumplicidade do coração!!! \o/