27 de jul de 2007

Cap 55: Ao encontro

Eu não podia perder mais nenhum minuto. Liguei para o celular da minha mãe e expliquei-lhe todo o esquema. Mesmo que ela não concordasse, eu já estava decidida que nada me impediria de atravessar o Rio de Janeiro para encontrar Caio.

Mas felizmente ela não se opôs. Coloquei o vestido na mala e junto com ele sandália, maquiagem, secador de cabelo, brincos, tudo que me fizesse sair daquele look de gata borralheira.

Esperei que a empregada de Débi chegasse, passei-lhe todas as instruções e a agradeci por estar me proporcionando um dos dias mais felizes da minha vida. Ela não pudera vir de manhã, só no fim da tarde, mas eu já estava grata assim mesmo.

Antes de sair de casa, entrei no site da Aviação Cidade do Aço na internet e procurei o horário do próximo ônibus que sairia para Resende. Eu tinha quarenta minutos cravados no relógio para pegá-lo.

Ao chegar na Rodoviária Novo Rio, carregando minha mala com uma certa dificuldade, senti um frio na barriga. Eu não podia acreditar que estava tão perto de realizar tudo o que eu mais queria!

_Táxi, senhora? Táxi? _ Os motoristas gritavam no portão de entrada.

Passei por eles e corri para o guichê. O ônibus já estava parado no portão do embarque e os passageiros entravam. Um frio na barriga, minhas mãos suando. Que agonia.

_Resende, o ônibus que está saindo agora. _falei para o homem que viu minha pressa e logo me passou o bilhete.

Droga! Eu ainda tinha que preenchê-lo.

_Me empresta uma caneta? _ pedi.

Escrevi rapidamente meu nome, minha identidade, a cidade de origem e de destino e por fim marquei um “x” na opção “visita a familiares” que respondia o motivo da minha viagem. Namorado é família? Ah! Seja lá o que for, espero que eles não precisem dessa informação, porque eu quero chegar inteirinha até lá. Com esses acidentes aéreos, eu estou com medo de tudo, até de andar de ônibus. Nada é mais tão seguro assim.

Coloquei minha bagagem no porta-malas e deixei que o motorista colasse um adesivo na bagagem. Depois ele pôs a numeração respectiva no meu bilhete e eu entrei finalmente no veículo.

Já anoitecia e as seis e dez o ônibus saiu do Terminal. Eu encolhida na minha poltrona fui me lembrar nesse exato minuto que não tinha trazido nenhum remédio para enjôo. Agora era torcer para não passar mal, porque já não havia mais nada o que fazer.

O engarrafamento colaboraria para que a viagem fosse um pouco mais longa do que o habitual. Aquele era o início da hora do rush no Rio de Janeiro, quando todos saem do Centro da Cidade, onde se localiza a rodoviária, para a zona Norte. O ônibus faria justamente esse percurso para entrar na Rodovia Presidente Dutra, que leva em direção a cidade de Resende, a duas horas de distância. Ou seja, somando com o possível atraso, eu chegaria lá umas oito e meia.

Se ao menos eu conseguisse cochilar. Mas com aquela ansiedade toda, eu não dormiria de jeito nenhum. Pensei em Caio, como será que ele estaria? Provavelmente muito chateado comigo. Ficamos sem nos comunicar desde aquele estranhamento no telefone, na sexta-feira.

A maior prova de que eu queria estar com ele era meu esforço em largar tudo para fazer aquela loucura de amor. Fechei os olhos e lembrei de nós dois na escola. Ele sempre pronto a me ajudar, a ser meu amigo e eu nem dava a menor bola para suas segundas intenções. Mal podia imaginar que me apaixonaria pelo garoto mais comum do colégio, meu melhor amigo.

Nunca poderei esquecer do nosso beijo. Da descoberta de sentir sua boca na minha. Uma mistura de desejo com curiosidade. Meu coração disparado, meu corpo quente. Nos dois nos abraçando, nos tocando, nos amando naquele beijo envolvente. Uma onda magnética ao nosso redor fazendo com que não pudéssemos nos largar.

Agora ele era um rapaz de corpo atlético, com uma carreira, um porte. Chamava a atenção das meninas e me dava uma pontada de insegurança de perdê-lo para outra. Felícia, por exemplo. Ela devia estar se sentindo em um parquinho de diversões, mas eu logo jogaria um balde de água fria no seu foguinho. Queria ver sua cara, quando me visse!

A viagem foi muito longa. Próxima a cidade de Resende, uma obra na pista diminuiu o espaço de passagem dos veículos.

Mas felizmente eu conseguira desembarcar na cidade e ainda dentro do ônibus liguei para Débi, para avisá-la. Em dez minutos Ribeiro apareceu de carro.

_A Débi estava se arrumando. _ explicou o por que de estar sozinho.

_Tudo bem. Como está? _ dei dois beijinhos nele. Nosso entrosamento não estava o dos melhores, visto que nas férias na fazenda eu havia brigado com ele.

_Bem. Que bom que você pode vir. O Caio vai ficar feliz. O cara tá malzão.

_É?_ sorri._ Então, ele está sentindo minha falta?

_Pô... Depois do arranca rabo que ele teve com aquela prima dele...

_O que aconteceu?

_Ah! Ela quis sair com a gente, mas o Caio não queria levar ela junto. Você sabe que ela é a ex dele... E começou a marcar em cima... Ai ele deu uma lição de moral na frente de todo mundo.

_O Caio?

_É. Ela estava pegando pesado, se oferecendo descaradamente, ainda bem que você veio...

_Hum...

_Está com o convite da festa aí?

_Estou sim._ respondi.

Quando entramos no quarto do hotel, vi Débi já de vestido.

_Amiga! _ ela veio me abraçar com um gritinho.

_Eu nem acredito que consegui chegar aqui.

_Pois acredite! _ ela sorriu. _ Tenho tantas coisas para te contar!

_O Ribeiro já me adiantou algumas...

_Hum... _ Débi cerrou os olhos e olhou para o namorado. _Fofoqueirinho!

_Que isso, amor! _ ele beijou-a de leve nos lábios.

Só faltava agora algumas horas para eu encontrar o Caio!

Autora: Li



*Blog da Bela e da Débi

* Comunidade do livro no orkut!

O livro ganhou o troféu "The Best!" do mês, no site A Gazeta dos Blogueiros!

4 comentários:

Jéssi disse...

Nossa..... ele tem q ficar muito feliz com uma surpresa dessas em... hauhauhauhaa...
ta muito bom Li....
beijos

Paula disse...

Ahhhh!!
Eu não paro de chorar!!!!
Ah meu conto de fadas está acontecendo!!!!
Li, não tem noção de como o capitulo de hoje me fez bem!!
Bela, a princesa e Caio , o principe de meu conto de fadas fovorito!!!!

Li disse...

Fiquem com gostinho de quero mais... rs

Porque a magia do baile já vai começar!

Beijos queridas!

Plincesa Lucy disse...

A-háááá!!! Agora sim, to gostando de ver o Caio tomando uma posição definitiva diante daquela oferecida. [¬¬]

Só quero ver como vão ser as emoções no grande dia!!! aiaiai!!!