20 de jun de 2007

Capítulo 35: Chega o dia tão esperado!

Eu estava já no ponto de explodir de saudade, no cúmulo de dormir agarrada ao meu ursinho tamanha carência. Pense agora o que a Débi estava também passando, marinheira de primeira viagem que só! Eis, que chega o dia de viajarmos para Resende.

Eu não conseguira dormir, de tanta ansiedade. Tenho esse problema, quando estou na véspera de um acontecimento importante perco completamente o sono. Melhor, tenho sono, mas não consigo relaxar.

Sentia-me por isso cansada. Quando cheguei à rodoviária, encontrei com Débi, já a minha espera na porta, carregando sua mochila. Como eu, parecia à beira de uma crise de nervos:

_Estou muito ansiosa! _ ela me abraçou.
_Eu também. _ ri e fomos comprar alguma coisa para eu beber.

Pedi um suco de lata, que me custou 3,50! Sim, eu fiquei arrependida de não ter comprado água. Como uma coisa industrializada podia custar tanto?! Bebi com vontade, depois de ter pagado uma fortuna por um suco artificial de maracujá!

Débi já havia comprado no cartão de crédito nossas passagens para o ônibus de sete e quinze. Aproveitei, enquanto pagava o suco- mais-caro- que – já- bebi, para tirar o dinheiro da carteira. Custara 31 reais e 45 centavos, mas eu lhe dei 31, 50 redondo.

_Você comprou o executivo, né? _ perguntei.
_Sim, por isso esse preço. _ explicou-me._ Pelo menos nesse calor, não vamos chegar suadas!
_Claro! Você pensa em tudo.

Sentamos em um banco para esperar e ao nosso lado um homem fumava igual uma chaminé. Olhei para cara de Débi e li na testa dela o letreiro “nós vamos chegar fedendo a fumaça!”. Levantei e fui até uma máquina de saque do banco Bradesco, bem ao lado do portão de embarque e minha amiga veio atrás. Olhamos o grande relógio com a propaganda da Malvin marcando dez para as sete.

_Acho que eu vou ao banheiro, tomei muito suco. _ falei-lhe e procurei uma nota de um real na carteira. Deixei minha mochila no chão para que Débi ficasse olhando e corri para fazer xixi.

Eu já havia tomado com o suco meu comprimido de Plasil para enjôo, pois eu sempre padecia nas viagens que eu fazia, sentindo ânsias durante todo o percurso.

Na fila de embarque, percebi que algumas garotas de vestido e salto alto estavam indo para a mesma cerimônia que nós duas. Deixei o motorista colar um adesivo na minha mochila e entrei no veículo. Procurei nossa poltrona, número 25 e 26. Sentei e abri a cortina para entrar a claridade.

_Será que não vamos nos perder? _ perguntei, com medo.
_Claro que não! A gente vai pegar um táxi e pedir para nos deixar no Hotel Vila Rica, onde estão os seus sogros. Qualquer coisa, ligamos para eles.
_E os pais do Ribeiro?_perguntei.
_Tão lá em Resende também, foram ontem. _ levantou as sobrancelhas.
_Problemas com eles ainda...?
_Não, pelo contrário, eles me tratam bem... Mas sabe quando num relance você sente um olhar de desconfiança, como se eu não fosse a melhor garota para o filho deles?
O motor foi ligado e o ônibus começou a andar.
_Ôh, se sei..._ ri. _Mas o que importa é que nossos namorados gostam da gente. _ arrematei.
_Com certeza!_ ela apertou o botão para a poltrona reclinar.
O que vimos no trajeto? Árvores, vacas, árvores, mais vacas, para variar, cavalo, árvores, cavalos e... vacas... Depois, começamos a medir a distância por alguns outdoors do Graal, que é uma espécie de gigante restaurante-bar em que as pessoas pesam o que se servem e ainda podem comprar uma série de coisas... Nestes outdoors havia a marcação de quantos quilômetros faltavam.

Daqui a pouco li uma placa que informava que a Academia estava próxima. Meu coração pulou e senti um frio na barriga.

_Olha o rio! _ apontei para o nosso lado direito. _ Caio falou que, quando passasse o rio, estaria perto.

_Que bom, porque eu já não vejo a hora de chegar na rodoviária para fazer xixi. _ ela resmungou.

E para felicidade de Débi e sua bexiga, o ônibus estacionou na plataforma 15 da rodoviária. Procuramos um banheiro para nos aliviar e depois fomos até o ponto de táxi ao lado do shopping.

_Sabia que esse Mc Donald desativado foi por causa de um menino que morreu picado de cobra?_ apontei para Débi.

_É?!Como assim? Tem cobras aqui?!

_Não sei como, mas tinha uma cobra na piscina de bolinha, a mãe não percebeu e o bicho picou o garotinho. Uma menina me contou.

_Nossa, que horrível! _ Débi fez uma careta.

_Pois é...

O táxi passou nas margens de um grande rio e logo nos deixou na frente do hotel. Débi e eu avisamos a recepcionista que já tínhamos feito reserva, mas a mulher nos informou que o quarto só seria liberado após o meio dia.

_Não pode ser! Nós temos que nos arrumar para uma cerimônia às nove! _Débi logo desesperou-se.

_Não tem nenhum quarto já disponível? _ perguntei.

_Vou verificar, enquanto isso, preencham essa ficha, já que é a primeira vez que se hospedam aqui.

_Claro. _ peguei o papel, vendo que Débi não estava em condições de escrever nada, super aflita.

_Temos um quarto sim. _ disse a mulher olhando em seu computador. _ Vocês podem usar a sala de computadores e nos quartos tem... _ ela começou a descrever as funcionalidades do hotel e nós escutamos tudo sem interrupções para que logo nos deixasse subir para nosso quarto.

Assim foi. Um rapaz de calça social preta e blusa branca nos acompanhou o elevador e abriu a porta para nós. Mais algumas explicações e pronto! Estávamos em Resende, em nosso quarto!

Havia uma suíte e uma sala com um sofá. Fui até a sacada e abri a porta. Respirei o ar úmido da manhã:

_Então, é aqui que meu amor vai passar 4 anos?_ perguntei para mim mesma, pensando alto.

_A cidade até que é bonitinha. _ Débi concordou.

Liguei para os meus sogros para dizer que eu havia chegado e eles pediram para nos encontrarmos em alguns andares mais acima, onde era servido o café da manhã.

_Eu achava melhor nos arrumarmos antes, porque assim não vamos correr depois. Que acha? _ Débi sugeriu.

_Pode ser... _ dei de ombros.

Vestimos nossos vestidos, passamos uma escova no cabelo e subimos. Cumprimentei os pais de Caio e fui até a mesa me servir. Débi e eu nos acomodamos e antes mesmo de iniciarmos qualquer assunto, aconteceu uma coisa horrível e inesperada!

Uma criança pequena, que corria dos pais, esbarrou no copo de suco de morango, que caiu no colo de Débi. Parece que eu vi a cena em câmera lenta.

_Olha o que você fez?! _ ela levantou-se e pensei que iria bater no garotinho.

_Me desculpe. _ a mãe do menino ficou atordoada.

_Meu vestido novo! Eu vou para uma cerimônia agora! _ Débi começou a chorar. _ E agora?

_Calma amiga! _ segurei-a pelo braço.

Meus sogros que estavam sentados, ali ficaram e senti um ar de reprovação do tipo “chegaram as barraqueiras”.

_Débi, vem comigo, a gente vai dar um jeito. _ puxei-a. O relógio estava contra nós. E ainda mais essa do vestido agora!

_Eu estou arruinada. _ Débi começou a chorar compulsivamente, sentada só de calcinha no sofá, enquanto eu no banheiro tentava lavar o vestido, mas a mancha não saia. A minha idéia era pedir um ferro de passar para o hotel. Mas com aquela rodela amarelada não dava!

_O que vamos fazer? _ perguntei, sentada ao seu lado.
_Pode ir sem mim._ ela limpou o rosto._ Explica para o Ribeiro.
_Não! Esse dia nunca vai voltar atrás para você vivê-lo de novo!
_Mas como você quer que eu vá, assim, de calcinha? _ironizou e riu de nervoso.
_Ia chamar bastante atenção. _ ri também._Só tem um jeito.
_Qual?_ Ela me olhou.

Nota1:Blog Novo da Bela

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9 comentários:

aninha disse...

santo Deus!!!!!! que horror!!!!! coitadinha da Débi!!!!! o que vai acontecer ???????

Aninha Barreto disse...

oi amiga, oi meninas! tomei coragem e escrevi mais um capitulo do livro online Tão iguais e tão diferentes - um amor militar na maturidade

www.taoiguaisetaodiferentes.blogspot.com

Nathy disse...

"...O que vimos no trajeto? Árvores, vacas, árvores, mais vacas, para variar, cavalo, árvores, cavalos e... vacas..." huahuahua, morri de rir com essa parte!

Sobre o Mc Donald´s meu pai me contou essa historia diversas vezes qdo eu passava por ali pra comer nas nossas viagens de familia... (dizem q é verdade mesmo isso...)

E poxa, tadinha da Debi...
mais a Bela vai arrumar um jeito... e qual será!? eihn!? eihn!? huahuhauha!

Bjooos!

feriele disse...

ha n sei eu iria de calsa mais iria..n ia deixar de ir por calsa da roupa nem q a vaca tuça..kkkkk
po sobre o MEC ele jah tah ativado a um tempinho..ateh hj a históra n foi confirmada mais q rodou pela cidade td roudou....

bjs meninas t+

Joy disse...

Amando demais...
e o q será q elas vão arrumar???
hauhuahuahuahuahuahuahua

titta_* disse...

sério q a história do Mcdonald's é verdadeira?! eita!!! pensava q th sido a concorrência!!!
kkkkkkkkkkkk... #)

e LÓGICO que a descrição do trajeto foi um dos pontos altos do cap. de hoje...sem esquecer -claro!!- o mensageiro/porteiro do Vila Rica ...kkkkkkkkkkkkk... legal ele! =) ia perdendo a chave da mh mala se ele não tivesse visto!..dispersa eu..sei disso!


voltando ao livro..tadinha da Débi!!
"qual?"
"qual?" pergunto eu!!
qual? qual? qual?
=***

Natalie disse...

A história tá ótima, não perco um capítulo!

Parabéns, Li!

^^

Beijos!

Jéssi disse...

era só oq faltava....... se foce eu ja tava loca por causa do vestido....huahauhuahauhaua.....
beijos meninas....

Anônimo disse...

ah, a passagem pelos portões... quis muito compacerer, mas só deu pra ficar em casa contemplando o convite e imaginando como foi... snif snif... :'(

mas vamos ver o q a Bela vai fazer!