13 de jun de 2007

Cap 30: Vitória

_O que aconteceu, mãe?_ atendi o telefone já aflita.
_Adivinha?_ perguntou ela com voz animada.
Revirei os olhos de alívio e cocei a testa. Que bom! Não devia ser nada sério, para ela estar pedindo para eu adivinhar.
_O quê?_ perguntei para mostrar interesse.
_Você está sentada?
_Não, não estou. _ respondi, gesticulando para Caio que também ficara preocupado que não era nada demais. _ Pronto, sentei. _ disse-lhe, de fato sentando no braço do sofá.
_Você passou no vestibular!
_Quê?_ quase dei um grito. _Jura? Jura?! _ perdi a voz e tampei a boca.
_Juro, minha filha! Vimos seu nome no site do jornal na Internet, saiu antes que a edição impressa!
_Meu Deus! _ Eu não sabia se gritava, se chorava, se ria._ Eu passei! Eu passei!
Caio entendeu o que estava acontecendo e veio me abraçar compartilhando da minha felicidade.
_Filha, você está bem aí? _ ainda pude ouvir a voz da minha mãe no fone.
_Estou ótima, mãe, acho até que vou passar mais uns dias para descansar aqui.
_Tudo bem, você merece._ ela concordou.
_Mas logo eu estarei aí para a gente comemorar em família!
_Ah! Sim, vai ser muito bom!_ ela estava muito radiante de felicidade. Um ano com aquele grito engolido na garganta como Copa do Mundo.
Caio foi correndo contar para os pais, para a avó, para todo mundo que eu tinha passado. Eles vieram me parabenizar e eu estava exultante!
Por fim, minha comemoração foi à dois, abraçadinha ao meu Caio. Podia ouvir as pancadas do seu coração com a minha cabeça apoiada em seu peito, no sofá da sala.
_Eu estou tão feliz, amor..._ confessei.
_Eu estou muito muito muito feliz também. _ me abraçou com carinho e me beijou._ Sabe o que a gente pode fazer amanhã?
_Hum.
_Ir até a cidade, dar uma volta, beber alguma coisa.
_Não poderia ser mais perfeito! _ sorri e segurei seu rosto com as minhas mãos.
Era tão mágico ver seu rostinho tão perto do meu, seus olhos, seu nariz, sua boca, cada traço que eu amava com tanta devoção.
_Caio, eu te amo tanto, tanto..._ senti as lágrimas virem aos meus olhos e embargarem minha voz. _ Que eu nem sei como suportei ficar tão longe de você, me senti tão desprotegida...
_Agora está tudo bem, Bela. _ Ele afastou meu cabelo e segurou minha nuca com sua mão._ Estamos juntinhos, não estamos?_ sorriu seu sorriso lindo.
_Estamos!_ não cansei de beijá-lo.
Fizemos como havíamos combinado e na noite do dia seguinte fomos até a cidade dar uma volta. Aproveitamos para comprar entradas para um filme que ainda não tínhamos visto, no pequeno cinema que havia ali.
Era tão bom voltar a rotina de eu comprar a pipoca, enquanto Caio cuidava das entradas.
Peguei o saco, roubando umas pipocas quentinhas e melando a mão de manteiga. Equilibrei na outra mão o copo descartável de Coca-Cola.
Procurei com os olhos por Caio e o encontrei conversando com uma menina. Ela estava de frente e ele de costas para mim. Mas, claro, que eu poderia reconhecê-lo de costas, de lado, de cabeça para baixo, dentro do Maracanã que fosse. Mas quem era aquela “indivídua”? Senti uma farpada bem na minha vaidade.
Pelo seu sorrisinho faceiro, não devia saber que ele tinha uma namorada, ou ao menos que voltara com ela. Nunca imaginei que os passos de distância que nos separavam era suficiente para dar tempo de minha mente cruzar uma enorme gama de possibilidades.
Ele podia muito bem ter ficado com ela na minha ausência em sua vida. Mas perai! Caio não estava namorando? Essa era a namorada? Bom, se era prima, podia morar perto. Mas se era namorada e tinha terminado, então, não estaria tão feliz assim em vê-lo, ou estaria? Bom, pode ser que sim. E se fosse outra, ele traia a namorada? Então, ele me trairia um dia também? Pára tudo! Ora, Caio pode ter ficado com ela antes da “ex” e de voltar comigo. Ouuuhh! Esse avançadinho estava tão galinha assim?
Quando eu cheguei ao lado deles já estava com as palavras na ponta da língua, ia perguntar se ela não tinha medo de ser um “corpo que cai”.
_Oi, amor. Não vai me apresentar sua amiga?_ passei-lhe a pipoca, a Coca e deixei as mãos livres para poder entrelaçar o meu braço no seu.
_Ela não é minha amiga. _ Caio estava muito sem graça.
_Ah! Não? Você é o quê? _ perguntei para ela.
A menina que vestia uma calça jeans e botas fez um ar de desdém e se afastou.
_Que foi? Não tem código de barras, mas tem dona, ta legal? _ falei um pouco alto demais para os níveis de educação daquela pequena população conservadora.
_Não precisa fazer um escândalo. _ Caiu pediu.
_Um escândalo? Que isso, amor!_ sai batendo o pé na frente, mesmo sabendo que eu não podia ficar andando tão rápido. Estava irada de ciúme.
Caio entregou os ingressos para a mulher da bilheteria e seguimos lado a lado sem nada falar. Ele não gostava de brigas e quando eu motivava uma, se trancava dentro de si e escondia a chave.
Aquela menina conseguiu estragar totalmente o clima. Eu sei que tinha sido ciumenta, mas poxa, que que ela tinha que ciscar bem no meu território?!
Caio ligou o carro para voltarmos e não propôs nenhum alongamento da nossa comemoração. Ok! Aquilo não passara de um velório! Não teve nada de exultação ou júbilo pela minha vitória.
_Desculpe. Mas eu também não vou deixar que me faça me sentir culpada, Caio. Você ia gostar de ver eu ficar dando trela para uns carinhas que se aproximassem de mim?
_..._ ele não respondeu, em sua tática de mudo.
_Tudo bem, você não quer desculpar, não quer falar sobre isso, então, a gente não fala! _ abaixei minhas armas e fiz sinal de paz fechando os olhos e fingindo meditar em todo caminho de volta para a fazenda. Não tinha muito o que olhar pela janela mesmo, naquela escuridão no meio do mato.
_Bela..._ ouvi a voz de Caio no meu ouvido.
Abri os olhos, eu havia adormecido. Já tínhamos chegado, o casarão estava bem em nossa frente e o cachorro latia, anunciando nossa chegada.
Ele estendeu os braços e me ajudou a descer, como se pegasse no colo uma bonequinha de pano.
_Eu estava muito cansada..._ falei.
Caio conferiu se as portas do carro estavam trancadas e depois veio em minha direção.
_Vamos entrar..._ me deu a mão.
Só havia sua avó em casa. Seus pais já tinham voltado de viagem. Fomos assim juntinhos até a porta do meu quarto.
_Você está com raiva de mim?
_Não..._ passou a mão na nuca.
Eu percebi que as palavras tinham estragado totalmente a nossa noite. Não precisava mais delas. Olhei-o longamente e o puxei pela mão bem de vagar para dentro do quarto e fechei a porta.
Toquei seu abdômen por cima da camisa e subi lentamente até segurar seu rosto com minhas mãos. Ele me olhou ainda relutante, frio.Trouxe-o para me beijar e ali se deixou perdoar. Senti sua boca no meu pescoço, sua respiração já arfante próxima a minha orelha.
_Você tem que...
_Tá aqui já..._ ele entendeu que eu me referia a camisinha, pelo visto já trazia uma na carteira.
Puxou a blusa para tirar e me levou delicadamente até a cama, onde deitei. Caio me ajudou a me despir do vestido e nos amamos com o cuidado de quem lida com as pétalas para não estragar a fragilidade da natureza, visto que ainda tinha alguns curativos. Por fim, o vi dormir, sereno e pesadamente, com as costas molhadas de suor. Sorri e olhei-o o quanto pude, até o sono vir.
_Amor... _ acordei-o. _ Você tem que ir para o seu quarto.
_Eu sei..._ ele se espreguiçou e sentou.
_Eu te amo... Me desculpa por eu ser assim desajeitada, escandalosa, torta...
_Você é perfeita..._ ele se abaixou e beijou meus lábios.
_Você também é..._sorri e fechei os olhos.
Éramos perfeitos, feitos daquela perfeição incongruentes dos amantes fiéis.

Nota1:Blog da Bela

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10 comentários:

Lucy disse...

wow... ciúme. Mais um passo na lição da vida para aprender a dominá-lo... (-_-)'

Ow! Ela passou! Finalmente! \o/ Perfect!!! E os dois juntos... durante momentos importantes... Great!!! \o/

Bjos, Li!!!

P.S.: é, são exatamente 5:28hs... eu estava assistindo "Gilmore Girls" e só parei agora pq não tenho o resto dos capítulos (estou chegando pelo emule) e eu tenho prova daki há aproximadamente 5 hs e estou aparentemente sem sono... ops, tenho q ir dormir e parar de falar... digo, digitar. Boa noite, gente!

Nathy disse...

Q lindo, eeeee...
lindo lindo!

Tá tá tá...
mais quem é a garota?!

haauiahauaa!

Bjoos!

titta_* disse...

sim..eh...quem eh a tal ai?! fiquei curiosa!!! #)

kkkkkkkkkkkkk.. #)
tão lindo esses 2 juntos!!! e fiquei tão feliz de estarem juntos nesse momento tão especial pra ela! =) foram tts coisas q eu até tava esquecendo q ela tinha feitos as provas...ai ai ...
Juro que pensei que th acontecido algo com o Gustavo..kkkkkkk...ele longe da Bela até q é legal! =P fiquei preocupada..

eita! escrevi dmais!!
bjo,li! =**

feriele disse...

quem eh a tal guria?!??!?!?1
qlq uma ia ficar com ciumes ... ainda mais ele n esplicando quem eh a garota.!!!!!!!!!
kkkkkkkk
eu sou ciumenta..qnd ele faz esse tipo de coisa neh..kkkk
to adorando a história..bjs p vcs...t+

Ana Paula disse...

adorei a crise de ciúmes da Bela!! se fosse eu teria feito o mesmo regaço!!!!hauhauhuahua!!!! perfeito!!!!!

Quel disse...

Opa eu tb quero saber quem eh a tal menina!hauahuaha
Curiosidade geral pelo jeito...hehe
UHm,mto legal essa felicidade deles,é contagiante!
bjusss

ana paula disse...

oi Li!!!!!! to amando essa história heim!!! e o blog novo da Bela ficou show!!! passei também pra avisar que tem capitulo novo lá no meu romance! depois abre seu orkut e veja o recado que eu deixei pra vc por depoimento!

Romance militar Tão iguais e tão diferentes - um amor militar na maturidade

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Jéssi disse...

adorei..... muito muito....
ela tava certa oras...
se foce comigo tb teria morrido de ciumes...
huahuauauaha
beijo meninas

Paula disse...

Que bom que não era nada com o Gustavo!
AH!! Ela passou!!!
Ah eu sempre tenho ciumes...mas eu sou ao contrario da bela...eu iria pegar os ingressos e entraria sozinha pra ver o filme!!Sempre que faço isso ele fico doido!

mell disse...

me identifico mto com a bela!
eu teria feito o mesmo!
shusuhasuhsahusauhsauhsa

tah taum linda a historiaa (L)