30 de mai de 2007

Cap 16: Um longo caminho de volta a si

Trilha sonora da cena

Débi entrou no meu quarto e a primeira coisa que vi em seus olhos foi pena.

_Oi, garota. _ ela passou a mão na minha cabeça e beijou-a.
_Oi._ sorri e segurei sua mão com força.

Minha amiga deitou na cama ao meu lado e me abraçou:

_Estou aqui tá?_ disse e fez carinho no meu rosto.
_Eu não sei o que aconteceu comigo... _ falei-lhe.
_Sua mãe me disse que você há uma semana não fala com ninguém, nem quer comer, você está nos assustando.
_...Nada foi fácil. _ falei-lhe segurando sua mão.
_Eu sei! _ ela franziu a testa. _ Eu via que você só estava tentando parecer forte, mas não foi a melhor maneira._Bela, nós queremos que você fique bem e volte a ser o que era antes... _ ela me disse tudo com muita calma e senti que estava me preparando para algo. _ Eu trouxe uma pessoa aqui para ajudar você. _ ela soltou a minha mão e se levantou. Por uns segundos achei que era Caio, mas depois de tudo ele não ligou,nem me procurou mais. Ele eu sabia que já perdera, só precisava me encontrar.
Débi abriu a porta e nunca esperava ver ali em meu quarto aquela pessoa, que me trouxe um sorriso com sua presença inimaginada!
_Oi. _ a senhora Sara fez um sinal para que Débi nos deixasse a sós e fechou a porta.
_Oi._ sorri-lhe.
_Posso me sentar?_ ela pediu e eu fiz que sim com a cabeça.
Ela tinha vindo de sua fazenda até a minha casa só para me ver?
_Ele te mandou aqui? _ perguntei.
_Ele me contou o que houve por telefone e eu achei que deveria vir. Ele me deu o telefone de sua amiga.
_Obrigada... _ falei baixinho._ Eu precisava muito disso mesmo... _ confessei, era bom saber que nem todos naquela família me detestavam agora.
_Eu vim lhe fazer uma proposta. Já conversei com seus pais e eles aceitaram. Seria muito bom para você.
_O que é?
_Eu queria que você fosse para a fazenda comigo. _ propôs.
Fiquei muda. Meus pais deixaram eu ficar ainda mais tempo longe da escola, na casa de um estranho?
_Mas...
_Ele não vai estar lá, te prometo, será só nós duas por algum tempo. _ ela me assegurou com veemência.
_Eu queria mesmo ficar longe por um tempo. _ falei-lhe. _ Antes que eu faça alguma besteira...
_Vamos, então? _ ela me perguntou.
_Tenho que arrumar as minhas coisas...
_Eu tomei a liberdade de arrumá-las com sua mãe, enquanto você dormia.
_Nossa, nem vi. _ estranhei o fato delas terem entrado no meu quarto, feito barulho e eu nem ter acordado. Os remédios realmente eram muito fortes.

Na sala, meu pai e minha mãe se levantaram assim que eu apareci no corredor. Eles me pareceram aliviados por eu ter me levantado da cama e ter decidido viajar com a senhora Sara.

O caminho foi silencioso. No carro, Sara ao meu lado não falou nada. Ficamos as duas, cada qual em sua janela olhando a paisagem. O motorista ouvia uma música caipira baixinha e melosa. Tudo ia se tornando estranho, na medida em que as ruas e minha cidade ficavam para trás na estrada.

_Vamos parar para tomar um café?_ Sara anunciou mais para mim, que para o motorista, que precisou ouvir outra vez o seu pedido.

Ela e eu entramos em um pequeno e aconchegante restaurante de beira de estrada com um lindo estilo colonial. Sentamos em uma mesa de madeira e tomamos uma xícara de café.

_Viajar é bom, dá um senso de liberdade. _ ela falou com os olhos ainda brilhantes. _Já viajei muito. _ disse saudosa.
_Eu posso dizer que já estou me sentindo até um pouquinho melhor... Ainda um pouco lerda com esses remédios...
Ela tocou em minha mão e sorriu em apoio. Eu não sabia o que a movia para estar ali comigo, mas eu jamais teria como agradecer por ela ter me tirado de lá para fazer um hiato em minha vida. Eu tinha que me desgarrar do passado e me conectar com um novo eu.
Chegamos na fazenda na hora do almoço e ela me conduziu até o quarto onde eu havia ficado da última vez. Eu olhei fixamente para a cama e fiquei parada na soleira da porta.
_Tem outros quartos...? _ perguntei.
_Claro, lá em cima, se não se importar de subir escadas. _ disse-me.
_Eu prefiro._ pedi, constrangida.
_Tudo bem... _ colocou as mãos nos meus ombros e fomos lá para cima para acomodar as minhas coisas. _Vamos preparar nosso almoço? _ ela sugeriu, eu não estava com fome, mas queria ser o mais educada possível e acompanhei-a até a cozinha.
Sentei-me à mesa e a observei tirar algumas folhas de cebolinha da geladeira. Picou o vegetal minimamente e depois veio a cebola, o tomate e ela começou a preparar peito de frango grelhado. O cheiro de condimentos encheu todo o ambiente.
_Você já viu o filme “Como água para chocolate”?¹ _ ela me perguntou subitamente.
_Não. _ respondi.
_É um filme muito interessante em espanhol. Eu tenho aqui em casa, à propósito poderíamos ver. Ele trata de uma jovem que tem o poder de passar todos os seus sentimentos para a comida que cozinha. Desde pequena ela foi prometida por sua mãe a cuidar dela até na velhice e não poderia se casar. Então, ela consegue atingir todas as pessoas com a comida que faz. É muito interessante. _ contou-me e eu senti curiosidade e vontade de assistir o filme, da maneira entusiasmada com que ela me narrava.
_Acha que a gente tem o poder de passar o que sentimos para a comida?_ perguntei-lhe.
_Tudo o que sentimos passamos através das mãos e da proximidade com os outros. Umas pessoas mais sensíveis que outras percebem isso.
_Os ciganos não permitem pelas tradições que uma mulher durante o período menstrual cozinhe. _ lembrei do que havia assistido na televisão certa vez. _Não sei se é verdade.
Ela nos serviu de comida e o papo estava tão interessante, que eu me forcei a comer um pouco.
_Sabe que aqui no ocidente nós temos a mania de abraçar, beijar. Lembra a vinda desse novo Papa ao Brasil? Falaram muito do modo como nosso presidente pegava o braço do Papa e o arrastava para lá e para cá como um boneco... _ riu-se. _ Em países orientais isso não acontece. Se na Tailândia, por exemplo, ou no Japão, você chegar perto de uma criança bem pequena, nem pense em sair apertando as bochechas. Os pais vão lhe dar uma bofetada! Não!
_Por quê? _ franzi a testa.
_Porque você estar roubando as energias puras e positivas que existe na criança. Estará sugando.
_Nossa! Que forte!_ levantei as sobrancelhas e continuei mastigando. _Você se interessa muito pela cultura oriental, não é mesmo?
_Sim. _ ela sorriu e enfiou o garfo em um pedacinho de frango rosado. _ Com a Internet, fica ainda mais fácil a gente ler coisas, procurar, estudar...
_Internet?
_Sim, senhorita! Ou acha que eu não sou uma excluída digital? _ ela colocou as mãos na cintura e riu.
Ri também e pedi desculpa pelo meu preconceito.
_Tenho um computador lá na minha sala, mas talvez você não tenha visto.
_Hum, sim. _ disse-lhe.
Após o almoço, fomos assistir ao filme na sala. Depois eu acabei dormindo um pouco e quando acordei já anoitecia. Procurei-a pela casa e não a achei. Vi a porta que levava ao sóton entreaberta.
Subi bem de vagar e encontrei a senhora Sara sentada em uma toalha grande e quadrada em posição de lótus. Parecia meditar.
_Pode entrar. _ ela abriu os olhos.
_Não queria atrapalhá-la.
_Não está. _ ela levantou-se e pegou uma outra toalha dentro de um armário com portas e a estendeu no chão, entendi que era para mim. _Sente-se aqui.
Sentei-me, com muito cuidado para não encostar no candelabro próximo a nós.
_Você gostaria de aprender a meditar?
_Meditar? _ perguntei, mais curiosa que com vontade. _ Nunca fiz isso. _ ri constrangida.
_Primeiro, sente-se como eu. _mostrou-me. _ A meditação é uma técnica milenar de prestar atenção na nossa mente. Um mestre indiano chamado Nisargadatta Maharaj ensina que: “Nós conhecemos o mundo exterior de sensações e ações mas, do nosso mundo interior de pensamentos e sentimentos, nós conhecemos muito pouco. O objetivo primário da meditação é que nos tornemos conscientes e que nos familiarizemos com a nossa vida interior”.
Concentrei-me em sua explicação.
_Nosso corpo é como um copo de água cheio, não deve movê-lo durante a meditação para não entornar a água. _ avisou. _ Mantenha a postura ereta para não comprimir o diafragma e preste atenção na sua respiração. Se vier um monte de pensamentos que desencadeie outros pensamentos, não procure conectá-los, apenas olhe como se fosse um vídeo clipe. Por enquanto é só... As cores, os símbolos e as outras técnicas eu ensino da próxima vez.
Ela levantou-se, puxou meus cabelos para trás e delicadamente o enrolou.
_Vou deixá-la a sós para ficar mais tranqüila.
Talvez uma música de rock metálica fosse bem menos inquietante que o silêncio de estar sozinha comigo mesma. Pois era um quadro em branco pronto para ser preenchido. Imediatamente minha mente foi invadida por flashs de memória e todos eles eram muito inquietantes. Caio no hospital, a sensação de raiva e revolta que senti, meu descontrole.
Tentei lembrar das instruções de Sara para simplesmente ver as cenas, sem me concentrar nelas, só ver.
Encontrei-a novamente na sala, sentada no sofá, vendo um álbum pequeno. Ela me sorriu e fez sinal para que eu me sentasse ao seu lado.
_Como foi?
_Angustiante._ ri, com medo de desapontá-la.
_E por quê?
_Porque eu vi o que estava fazendo força para esquecer... _ minha voz soou um tanto triste. Abaixei a cabeça.
_Bela, você sabe quem é essa garota? _ ela me mostrou o álbum.
Eu me surpreendi. Eram minhas fotos com meus amigos em festas, em viagens, sorrindo, feliz, maquiada, bonita.
_Sou eu, lógico. _ achei engraçado como ela tinha aquilo, provavelmente pedira a minha mãe.
_E onde está ela agora?
_Aqui? _ franzi a testa.
_Aqui. _ ela tocou com a ponta do dedo no meu coração._ Muitos acontecimentos ai dentro fizeram essa garota se esconder. Você quer conversar sobre isso?
_É tanta coisa, que nem sei por onde começar...
_Comece por qualquer ponto e quando achar necessário volte, vá a frente. _ deu de ombros.
_Eu não sei o que deu em mim naquele dia do hospital... _ falei-lhe sobre a impressão mais forte que tinha sobre todos os eventos. Caio provavelmente deve ter-lhe contado. _... Parece que um vulcão se apoderou de mim e eu perdi o controle. Comecei a gritar, a ter vontade de esganar o Caio...
Senti-me muito envergonhada pelo que estava revelando.
_E por que ele merecia isso para você? _ perguntou-me friamente, sem ter em seu tom de voz qualquer juízo de valor.
_Porque eu queria que ele sentisse um pouco de dor. Eu queria machucar ele. _confessei e me assustei com as minhas próprias palavras._ Eu sofri durante um tempo sozinha, na minha casa e ele não me deu atenção. Eu sei que ele tinha mil coisas para fazer lá na Prep, mas eu queria que ele me ligasse, me mandasse mensagens, só que nada. Então, eu queria naquele dia no hospital que ele sentisse meu desprezo.
_Quando você começou a sentir essa vontade?
_Então, como estou te contando, quando ele não me deu mais atenção. Eu o via todos os dias e, de repente, ele estava a quilômetros de distância, nem aí para mim... _ não consegui falar mais, aquilo era sufocante.
_Bela, você sabe bem sobre seus sentimentos, mas será que sabe sobre os sentimentos do outro?
_Era o que ele me repetia, que me amava muito e que eu é que não conseguia enxergar isso, porque precisava toda hora que ele demonstrasse. Eu não queria ser assim, mas é da minha essência. Tentar mudar isso, ouvir dele que eu estava enlouquecendo, de fato me tirou do eixo. Eu pirei totalmente...
_Você chegou em um ponto importante. Sua essência. Eu gostaria de falar-lhe sobre isso. Mas queria que você abrisse a sua mente e se livrasse dos preconceitos para ouvir.
_Claro. _ eu estava disposta a ouvir qualquer coisa que me levasse a rearrumar aquele quebra-cabeças.
_Você nasceu no dia 10 de julho. A data do nosso nascimento influi sobre a nossa personalidade. Você é do signo de câncer.
Já viu qual o símbolo desse signo?
_Um caranguejo. _ respondi.
_E o que os caranguejos fazem quando estão acuados? Se escondem dentro do buraco e ficam lá, enfiados em suas casas, para não se deparar com o perigo. Assim são as pessoas desse signo, extremamente instáveis e que se fecham quando se sentem ameaçadas.
_Eu sou um pouco assim. _ concordei.
_Os cancerianos são muito emotivos e sentem na pele todas as vibrações. A imaginação deles é muito fértil e ficam mirabolando em suas cabeças mil possibilidades. Só que lembre-se, querida, a maioria dos problemas só existem em nossas cabeças e nunca virão a se tornar realidade.
Ela poderia estar certa, eu por muito tempo pensei que meu namorado não me amava, mas talvez fosse apenas coisa da minha cabeça e da minha imaginação.
_Cada signo tem um ponto sensível no corpo e os do signo de Câncer é o estômago.
Aquilo fez todo o sentido para mim, eu desencadeara um distúrbio alimentar que me fizera emagrecer muitos quilos e a me dar gastrite.
_O canceriano ama intensamente e se acomoda no amor, mas quando sente que não está sendo correspondido, que alguém está traindo sua confiança, isso pode se tornar irreversível. A mesma força do amor do canceriano é de seu ódio, pois ele não consegue perdoar com tanta facilidade, ele guarda no baú da memória e mata a pessoa dentro de si. É raro chegar a esse ponto, pois a essência do canceriano é ser amoroso e doce, mas quem atinge esse ápice com ele, está perdido... _ avisou.
_Eu nunca acreditei em nada disso. Minha mãe arrancaria minha mão se me visse lendo horóscopo no jornal. Mas algumas coisas batem.
_Horóscopo de jornal não é estudo de signos, são jornalistas de início de carreira brincando de inventar premunições. Acho que existe mais explicações sobre a vida do que pode uma só religião abarcar, ou apenas a ciência elucidar. Porque certos grupos de pessoas cismam em julgar que o modo delas é a única e melhor “visão de mundo”? Essa é uma característica muito antiga de dominação dos povos e está ligada a dinheiro, muito dinheiro. Mas não vamos falar disso e desviar do assunto.
_Você falou com Caio, não é mesmo? _ quis saber.
_Sim, ele me ligou. Caio é um bom menino, mas como disse, é um menino ainda e não sabe lidar com certas situações... Ele me disse que não teria tempo de ficar por perto e queria que alguém tentasse te ajudar e perguntou se eu poderia fazer isso, já que, segundo ele, você teria tido grande empatia por mim.
_Apesar das coisas boas que lembro, a maior parte é de sensações ruins, de solidão e eu não sei se posso lidar com isso. Você acha que devo tentar de novo?
_Você sente que pode?
Calei-me.
_Caio não gostou muito da conversa que tive com ele... _ ela riu.
_Por quê?
_Porque ele quis se colocar na posição de vítima e você de algoz. Mas eu não vejo as coisas assim, com esse maniqueísmo. Um relacionamento não é uma história feita da polaridade positiva e negativa. Um é o bem e outro o mal. Um fez tudinho certo e o outro foi o mostrinho perverso. _ ela caricaturou a situação para que eu pudesse entender melhor. _ Eu falei para ele, que não é só aquilo que a gente faz que pode alterar os sentimentos de outras pessoas. O que a gente também não faz, o que a gente negligencia, também tem uma ordem de potência. Se omitir é uma forma de agir, é uma escolha, é uma ação.
_E ele? Deve ter ficado confuso.
_Ele disse que até eu estava contra ele._riu._ Eu falei que não, que não estava nem do lado dele, nem do seu, mas do amor de vocês.
_Sara, por que existe essa atração e repulsão entre nós desde o início, onde está o equilíbrio que eu não acho? Por que comigo e Caio é assim? Porque simplesmente não ficamos bem e pronto, por que é tão difícil?
_Bela... _ ela encostou sua mão na minha e demorou alguns segundos para responder. _ Você e o Caio têm uma ligação muito forte, que já vem de muuuito tempo. Mas vocês estão vibrando com intensidades diferentes. Você vai sentir isso ainda mais com o tempo. Você vai viver umas experiências aqui fora, ele vai viver outras lá dentro e nem sempre vão estar em mesmo grau de maturidade. Muitas vezes isso poderá provocar um choque.
_Eu sinto que preciso ficar um pouco sozinha. _ falei.
_Eu sei... talvez isso seja o melhor agora. _ ela concordou. _ Para ele também. Por mais que para ele seja ainda mais doloroso.
_Eu sei que me afastar parecerá fraqueza, mas eu assumo que estou fraca e preciso me fortalecer.
_Eu entendo. Bela, eu já estive no seu lugar. _ ela sorriu e entendi o que ela quis dizer. _ Eu sei como é. E ninguém precisa criar as mesmas estratégias de lidar com as situações. Cada mulher saberá e descobrirá como ajustar a sua vida ao seu amor militar.
_É bom demais falar com alguém que me entenda, que eu não pareça louca ou idiota.
_Mas você não está sozinha, querida. Já pensou quantas meninas passam pelo mesmo que você?
_Não conheço nenhuma.
_Eu tenho então uma proposta para te fazer. Outra, nossa, te fiz tantas hoje. Poderá te ajudar a encontrar-se com essas pessoas que vivem igual a você...
_Claro! Fale! _ estava louca para ouvir. Eu me sentia muitíssimo melhor e queria mais e mais a achar meu equilíbrio. Estava interessada em saber o que a senhora Sara queria me propor.


Nota1: Cenas do filme “Como água para Chocolate”



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18 comentários:

Li disse...

Meninas, já pensaram em serem personagens do livro?

Hum... Como?
Eu deixo a surpresa para o capítulo de amanhã...

E estou sentindo falta do comentário de algumas meninas hen?

Participem lá da comunidade!

Beijinhos da Li

titta_* disse...

Como assim? a Sara vai apresentar a Bela pra Li?? kkkkkkkkkkkkkk..."nossa! conheço uma pessoa super legal q escreve em seu blog as maravilhas,as surpresas e os infortúnios de se amar um militar! Irei te apresentar,Bela!" =P
Vai virar personagem do próprio livro tb?!?! #)

curioooooooooooosa!!!
bjo =*

Paula disse...

Li!
Eu to chorando!
As vezes me vejo na Bela...menina, imatura tentando entender do amor!
Muito bom!

Paula disse...

Como faço pra mandar email pra vc?

Thaís disse...

Li,
sem comentários.Está mais que perfeito o livro,me vejo em todas as cenas...
parabéns

Tita disse...

Dois capítulos num dia só ai que alegria! =DDD
Liii o cap. 15 foi O capítulo... Adorei, tem uma intensidade muito grande. E esse tb é bom demais! Fez pensar mais amplamente.
Ah, claro, e a história é a mais legal né?! ;P
Beijoo!!

Li disse...

Paula, pode me mandar um e-mail para amormilitar@yahoo.com.br que é o e-mail do blog e que só eu tenho a senha, fique segura de que manterei total sigilo.

e qnt a você, titta*, engraçadinha, hahahahha eu não vou me autoapresentar para a personagem tá?! hahaha morri de rir com a idéia.

não acertou... terá que vir aqui amanhã para ver. rsrss.

Beijuuuus minhas lindas do coração!

eeeh amanhã é meu niver!!!

Nathy disse...

Ahhhh to curiosa!!!

Posta na hora do almoço, hahaha!!
Q dah preu entrar! hauaiaha!

Bjooss!!

Li disse...

hahahahah
amanhã é meu niver e vou trabalhar. quero ver a hora que vou conseguir escrever. mas não vou falhar!
beijuuss nathy!

feriele disse...

bom eu to aman...n queria q eles tivessem terminado...sei lah dava p ter vários problemas mais sem terminar...mais vc eh a autora e ateh entendo q vc quer passar por tds as fases de tds as meninas...kkkk

mais cada dia to mais curiosa...bjs meninas...t+

Lucy disse...

hmmmmmmmmmmm!!! a Sara trouxe à tona o lado dele... q bom! =) Eu sabia q chegaríamos a esse ponto... eu sou meio apressadinha, mas enfim... xD

Tipo, essa coisa toda astrológica não é minha praia de qq forma... vai ser uma boa forma de explanar de forma mais clara a situação pela qual eles estão passando.

E eu já tenho mais ou menos uma idéia de como nós poderemos participar... estou só conjecturando mas me parece super!!! \o/

bjos, meninas!
Bjo, Li!

Li disse...

Calma, fe, querida, tudo é um processo... ;)
não perca os próximos capítulos!
Eu não passei por nada disso em meu relacionamento, mas sei de meninas que passaram, então, acho que devemos, mesmo que doendo, tocar nas feridas e ver, como diz uma grande amiga, "que nem tudo são flores"...
Beijinhos, muuuito obrigada pelo carinho de sua presença no livro!

Li disse...

Lucy, querida, vc não chutou né? Assim não vale!
Cadê as apostas? heheheh
A titta chutou e raspou na trave!

mell disse...

naquela parte sobre o signo de cancer, vi o ezequiel descrito!
ele eh cancer... =D
hj chorei de novo hehhehe
tah tudo taum lindo... =)~
estou louca para saber como ser personagem do livro tb \o/ \o/
isso aqui eh um viciooooooo lii =*

Ana Paula disse...

Liiiiiii!!!!! vc vai acabar com a minha reserva de lágrimas!!! santo Deus... rever antigas feridas dóiiii, mas to amando a história!!!!! escreve logo o outro capitulo...rsrs!!!!! bjão!!!!!

Li disse...

rsrsrs vício? só espero não ter que colocar ao final de cada capítulo:

"ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado" hahah

brincadeirinha, to de muito bom humor toda bobinha por ser meu niver de 15 anos hj....

ok, 15 anos não 22, aff, to ficando nova até os 30 ai depois f... haha

meninas, beijãaaaaaoooo!

vou escrever o cap de hj!

Lucy disse...

eu não quero chutar nada! vai q eu acerto e estrago a surpresa??? rsss...

bjão!!

THATI BESSA disse...

NOSSA LI, ACHO QUE NEM PRECISO SER MAIS PERSONAGEM DE SEU LIVRO, POIS SOU CANCERIANA NESTE CÁPITULO FALAS EXATAMENTE COMO SOU...O MEU MEDO É QUE AGORA ESTOU MUITO PRÓXIMA AOS MEUS LIMITES, TENHO MEDO DE NÃO AGUENTAR A BARRA...XERÃOOOOO