29 de mai de 2007

Cap 15: O que me importa agora?

Trilha sonora da cena


Débi não demorou muito para me ligar, seu irmão deve ter lhe dito como foi a despedida e a maneira arrasada que eu voltei no carro dele.

_Está tudo bem. _ menti. _ Pode ficar tranqüila, isso fará parte, eu vou suportar muito bem tudo isso. Vou tirar de letra.

_Tem certeza? _ desacreditou.

_Tenho sim! Pode ficar descansada, eu só estou meio mal com meus pais, que estão pegando no meu pé, não posso sair, porque não conseguir passar nas provas... Enfim, resumindo, tá ruim, mas essa maré vai passar. _ falei confiante.

Desliguei antes que minhas palavras já não soassem com tanta convicção. A parte em que eu afirmava que suportaria tudo com gol de letra não fora tão simples assim e conto por quê.

No primeiro mês, eu sabia que não podia esperar muito retorno, havia a adaptação, toda a gama de transformações que ele sofreria. Ou seja, existiam desculpas sólidas para eu me manter de pé e colocar em um canto do meu coração os problemas empilhados.

Mas uma hora a prateleira começa a pesar e não sustentar tantos sentimentos sufocados. Isso começou a ficar bem mais evidente, quando me dei conta de que o mínimo me faltava. Já que não podia ver, tocar, ao menos gostaria de falar com Caio. Ele não era uma pessoa que gostasse de telefone, MSN, orkut ou afins. Sempre fora um pouco tímido e introspectivo. Eu, então, tomei partido e decidi atravessar as noites frias de maio à procura de um orelhão para ligar para ele.

Encolhida no agasalho tremula, ansiosa voltei muitas vezes com o coração vazio. Cada dia uma nova desculpa. Estudando, tirando serviço, dormindo e outras variantes. Os desencontros estavam tão constantes que começou a me bater uma dúvida cruel: ele me amava mesmo? Nos ver uma vez no mês estava sendo suficiente para ele manter o que sentia por mim com o mesmo vigor?

Quando eu perguntava, ele respondia piamente que sim, que amava e que eu é que estava ficando muito neurótica com isso. Para corroborar ainda mais que a obsessão vinha apenas da minha cabeça, argumentava que era mais fácil ele ter ciúme e sentir falta, já que eu estava solta aqui e ele preso lá.

Por alguns segundos eu concordava e me achava uma boba, uma idiota. Mas água que bate na pedra tanto bate até que fura, ou sei lá como era mesmo o ditado.

Muitas coisas eu não lhes contava, porque o magoaria. Calei tantos infernos em mim para privá-lo e protegê-lo. Eu, por exemplo, sentia um pouco de vergonha de dizer que namorava à distância, porque sempre depois precisava ouvir um sermão das pessoas de como elas eram mais felizes vivendo amores reais e próximos. Eu não estava, porém, diante de nenhuma escolha simples, conforme os outros faziam parecer. O meu amor assim me foi dado pela vida: distante.

Eu, desse modo, só tinha duas alternativas cabíveis: ou deixava ele viver a vida dele de PREP e admitia que não suportava aquele amor “de mês”, ou me debateria contra a parede, insistindo que poderia sair como heroína dessa prova de fogo. Não preciso nem dizer qual opção escolhi né?

Minha amiga Débi, certo dia me perguntou que dieta eu estava fazendo. Achei engraçado aquela curiosidade dela.

_Eu não estou fazendo dieta nenhuma, pelo contrário, sai até da academia, estou sem tempo, só estudando, meu pai vai me matar se eu não passar esse ano.

_Nossa, você está emagrecendo muito... _ comentou comigo e através do olhar dela, que usei como espelho, pude enxergar que essas operações e transformações brutais também estavam atingindo meu corpo e não apenas minha mente e coração.

Caio não tinha como perceber isso, porque ficávamos tanto tempo longe, que nossos mundos praticamente não tinham mais aquela área de intercessão que nos permitia enxergar os mínimos detalhes. Cada volta dele era para eu me deparar com um garoto virando homem, diferente, muito diferente nas atitudes, no falar, no pensar, nos sonhos, nas metas.

Tudo era a sua carreira. O assunto era seus campos, suas provas, suas, suas coisas... Eu certa vez resolvi fazer o mesmo e contar-lhe sobre algo do meu cotidiano. Foi bem no início. Narrei como fora meu primeiro dia de volta as aulas. Um episódio mexera muito comigo. Um aluno que eu conhecia e que também não havia passado direto me pedira para retirar uma dúvida. A professora disse alto e em bom tom:

_”Não é para tirar dúvida dele não, você aí. Você é a professora? Se fosse boa você tinha passado no vestibular!”

Aquilo acabara comigo, aquela professora sabia enfiar a faca no ponto fraco. Continuei descrevendo outros fatos que me incomodavam e Caio simplesmente me cortou:

_Ai, não quero falar disso, vamos mudar de assunto? _ levantou-se e foi para seu quarto, estávamos sozinhos em sua casa.

Eu fiquei ali sentada no sofá, olhando para a minha imagem na tela da televisão desligada. Senti um nó na garganta. Ele simplesmente não conseguia lidar com o sofrimento, não conseguia me ouvir. Eu nunca vou esquecer, peguei minha bolsa e sai. Deixei ele no quarto, achando que em algum momento eu iria atrás dele.

Mas sempre Caio me aparecia com suas fortes convicções de que EU, e sempre EU, estava agindo assim porque sob forte saudade não enxergava que o amor dele era o mesmo e ficava exigindo além da conta.

A bola de neve vinha descendo da montanha então com toda força, tornando-se cada vez maior, apanhando toda a neve que se unia a ela, enquanto descia penhasco abaixo.

Por amor a gente suporta o imaginável. Consegue esconder de todo mundo as desventuras de nosso relacionamento e finge com um merecimento de Oscar da Academia que somos as pessoas mais desapegadas do mundo e que nada disso mexe com a gente. É um forte mecanismo de varrer a pena das pessoas para bem longe. Quanto mais gente ao redor sentindo pena, mais nos damos conta da grande droga e bagunça que está nosso lado amoroso da vida.

É chegado um feriadão e junto com ele uma linda viagem de Caio e os amigos. Eu disse Caio e os amigos, Belinha não estava inserida no meio. Sim, por hipótese de eu me oferecer a ir, estaria em uma casa de praia com 20 cuecas e só eu de menina. Definitivamente não entraria na cabeça de papi, nem de mami, muito menos era meu projeto de “viver um namoro normal em alguns dias”.

Só que, segundo o meu namorado de quem vos falo, eu estava sendo um pouquinho egoísta. Ele tinha o direito de rever os amigos, de matar as saudade e eu por AMOR, vejam bem como o Amor é usado para desculpas, tinha que dizer amém.

Eu disse amém, para que não me atirem a pedra de condenação de que não fiz tudo, tudo mesmo para segurar as pontas. Só que esperava ao menos que ele me ligasse. Nada, nem um toque, nenhuma mensagem. Ai, nessas alturas, amigas, a pedra rolando, lembra dela? Era uma mega bolota de neve pertinho da minha cabecinha.

A justificativa? Lá não tinham tomadas suficientes na casa, as mochilas estavam empilhadas e o carregador... Ah, o carregador se misturou com os outros... Engula e chupa essa manga com caroço!?

Beijos, amor, sexo bom, carinho, o mix de tudo isso é capaz de calar a nossa boca, quando acontece o perdão. Mas as coisas não se apagam, elas ficam lá dentro da gente, se acumulando.

Preciso relatar a parte dos meus pais. Era inevitável que eles ficassem sabendo. Foi uma questão de três fases. A primeira: adoraram. Por incrível que pareça, só o fato de eu estar com um militar era sinal de que eu tinha um bom futuro com um homem íntegro. Fase dois: dúvida. Eles perceberam que não era justo eu ficar sozinha, deixando minha vida pessoal em stand by, porque Caio estava estudando fora. Fase três: certeza, eles não queriam que eu sofresse tanto.

Até o meu pai, olha isso! Até meu pai veio um dia no meu quarto perguntar se eu queria ir ao aniversário de uma das minhas amigas que tinha deixado um recado no telefone para mim. Eu lhe disse que não muito. Ir sem Caio ia ser estar exposta a azaração. Pasmem: ele insistiu para eu sair do quarto. Claro, que para me empurrar para fora dali havia um ótimo respaldo. Minhas notas estavam maravilhosas, dignas de um elogio pessoal da diretora, que o chamara até lá para dizer que era com muito prazer que me concediam a bolsa que ele havia se humilhado para pedir para mim.

_Se você não vier, eu vou até aí te arrastar! _ Débi me ligou e de tanto bater na tecla, cedi.

Procurei uma roupa menos careta que um pijama de flanela de elefantinhos e toquei para o lual, animada até, com perspectivas de estar perto de pessoas alegres e elevar o meu moral. Não posso dizer que foi tudo que eu esperava, nem pior do que temi. Coloriu um pouco com um tom de “Frida Kahlo” minha noite morta de sexta-feira.

O retorno fora no carro de um amigo de Débi, que insistira para eu lhe dar uma chance e ficar com ele. Nem adiantou dizer que eu tinha namorado, pois para ele um namoro a distância não era motivo de parar a própria vida.

Durante o percurso, ele permaneceu com o braço no encosto e falando coisas ao meu ouvido. Eu sei que pode parecer para quem ouve o que vou falar um crime, mas eu estava gostando. Não iria trair o Caio, mas fazia tanto tempo que eu não sentia esse calor humano, esse jeito de “provoco uma guerra por você”...

_Vai dizer que você não está com vontade também... _ ele falou.

_Não, não estou. _ falei enfática.

Era de manhã já. Tínhamos esperado amanhecer para ficar menos perigoso de voltar para casa. Saímos todos do carro na porta do meu apartamento. Antes disso, o cara de quem lhes falava, beijou-me a bochecha e tentou chegar na boca, mas eu o afastei. Débi viu pelo retrovisor e nada fez. Acho que ela estava torcendo para eu tirar Caio da cabeça.

_Bela, seu namorado anda armado? _ Débi perguntou e eu estranhei sua pergunta.

_Não. _ respondi, ainda fazendo cara feia para o espertinho que tentara me arrancar um beijo.

_Então, eu espero que ao menos ele seja bem míope e não tenha vista o beijo de vocês... _ Débi falou baixinho próxima ao meu ouvido.

_Eu não o beijei! _ reafirmei e olhei na direção em que Débi olhava. _ Ai meu Deus... _ sussurrei.

Era Caio na janela da minha sala, de farda. Ele deve ter vindo direto para minha casa, bem cedo, me fazer uma surpresa e vira tudo. Mas tudo o quê? Eu empurrei o cara!

_Eu te ligo depois, boa sorte... _ Débi entrou no carro.

Os olhos de Caio ainda estavam vítreos, olhando para baixo. Impassível. Eu engoli em seco. Assim que sai do elevador, o vi na porta do meu apartamento se despedindo de minha mãe.

_Olha ela aí! _ minha mãe falou, mas Caio não se animou, apertou o botão para descer.

Fiz um sinal para minha mãe entrar, que a gente ia começar a ter uma crise ali e ela entendeu o recado.

_Caio... Eu fui em um lual da Sabrina, lembra dela?

_Pode deixar que disso que eu acabei de ver eu não vou nunca deixar de lembrar... _ a voz dele estava sarcástica, ácida mais que nunca.

_Não, Caio! Ele tentou me beijar, mas não encostou na minha boca, eu não deixei, eu falei que tinha namorado...

_Quem procura acha, Bela. E eu estou de saco cheio de você me perseguindo.

_Eu não te persigo! Não fala assim. _ me defendi.

_Você me fez passar o papel de idiota agora, eu lá acreditando em você...

_Caio, você pode acreditar em mim!

_Bela, eu não quero te olhar na minha frente nunca mais! Entendeu bem? _ falou alto e grosso comigo.

Vi o elevador fechar e minha mãe abrir a porta. Ela veio em meu socorro, mas não deixei que me tocasse... Caminhei para o meu quarto e lá fiquei, sem comer e sem beber.

A bola de neve finalmente encostou na minha cabeça e foi avassaladora. Fui fazer xixi no banheiro e no corredor senti tudo rodar... Ficou tudo escuro. Minhas mãos frias, um mal estar. Dormência na nuca.

_Manhê!_ só ouvi o grito metálico do meu irmão se ajoelhando diante do meu corpo que tinha caído. _ Corre, a Bela desmaiou...

Não vi mais nada. Fui mergulhada no escuro, no vazio absoluto e só vim acordar e me dar de volta no mundo em cima de um leito de hospital. Fios estavam presos na veio da minha mão.

Minha cabeça ainda parecia uma caixa cheia de cacos de vidros quebrados chacoalhando. Tentei fazer um esforço para sentar. Em que ponto eu chegara?

Caio me veio a mente. Ele não acreditara em mim, pensara que eu estava curtindo aqui e ele sofrendo lá. Ele não confiava em mim e me achava neurótica. Uma raiva muito grande foi batendo no meu peito. E parece que a força do meu sentimento foi tão grande, que o trouxe até ali. Caio tinha acabado de entrar no quarto.

Caio estava fardado. Por quê? Será que eu ficara tanto tempo ali, que já estava na hora dele ir embora de volta?

_O que você está fazendo aqui? O que resta de mim para você pisar? _ perguntei e agora já não havia mais nem um pingo de amor na voz.

_Eu...

_Eu não quero ouvir! Eu não quero ouvir nada! Já estou cheia, já estou farta de ligar para você mil vezes. De mandar mil mensagens de celular e você nunca me responder. De esperar um “eu te amo” e você desligar com um tchau. Sabe Caio, eu pensei que seria diferente. Eu não estava esperando nenhum mar de rosas, mas queria o mínimo. O mínimo, que me dissesse uma vez no dia o que sentia por mim. Mas não, eu sou a louca, eu sou a neurótica...

_Bela, você não está bem...

_Eu quero que você suma da minha vida! _ eu pedi, sentindo entalar de choro. _Caio, su-ma, vai embora. _berrei.

_Não precisa ser assim...

_Caio, você pode ir ficar com seus amigos. Fica mesmo com eles, sai com eles, aproveita tudo, vai para cama com eles, se comam, se amem, se fodam, se explodam! _ berrei e senti meus batimentos cardíacos se elevarem muito. _ Vai para o inferno!

_Bela... _ Caio estava tão assustado, que não saia do lugar, como se pregos estivessem grampeando os sapatos bem lustrados dele.

_Bela nada! Eu não quero mais ouvir a sua voz. Eu estou com raiva, raiva do modo displicente com que andou me tratando. Eu não tenho que tolerar mais isso.

_Você não está bem, garota, você está louca...

_Eu estou louca! Louca para te ver fora da minha vida e pegar toda essa bagunça, toda essa coisa entoxicante e ter de volta a minha paz...

_Eu não sabia que eu te fazia tão mal...

_Mas me faz. _ limpei as lágrimas dos olhos. _ Me faz muito mal ficar sozinha, me faz muito mal não ter fome, me faz muito mal ir para todas as festas sem ninguém do meu lado. Me faz muito mal ter que só ouvir o que você acha que é importante. Me faz muito mal... Ter que me colocar no posto abaixo da sua carreira e não ter nada em troca...

_Como nada em troca?

_Caio, chega, acabou! Você não quer acreditar em mim, então, acredite no que quiser! Enfermeira... _ berrei e senti que minha boca espumava de raiva.

Uma jovem mulher entrou correndo, muito assustada. Olhou para Caio e não entendeu nada. Pensou que alguém estivesse me fazendo mal. Mas como um homem tão bonito, impecavelmente fardado e com postura de estátua de guerreiro medieval poderia me fazer mal?

_Tira ele daqui._ pedi.

Ela não sabia como proceder.

_É o poder né? _ falei para ela. _ É o poder dele que assusta. Mas ele não vai te mandar pagar flexão não! _ ridicularizei-a.

_Bela, eu vou reconsiderar tudo que falou e pensar que você está assim...

_Caio, eu disse fora! Fora da minha vida! _ fiquei de joelho na cama e os fios do soro me prenderam.

Mais uma enfermeira entrou com uma seringa e elas me seguraram com força.

Eu senti aos poucos o calmante na veia fazer efeito e me bateu uma sonolência. O rosto de Caio ainda estava ali diante de mim, no meio do quarto, parado, impávido. Frio e gélido, como ele se tornou. Meus movimentos de lutar contra as enfermeiras enfraqueceram e eu não vi nada mais.

Só silêncio e paz.


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9 comentários:

Anônimo disse...

estou como o Caio... só que minha face mostra mais choque do q a dele...

ahn, pergunta: ainda vamos ver tudo isso sob a perspectiva do Caio? Eu espero q sim, pq isso o fez parecer um vilão...

mell disse...

meu deus...
chorei o capitulo tdoooo² =/

'Por amor a gente suporta o imaginável...'

Li disse...

nas desventuras do amor, quem é o mocinho... e quem pode ser o bandido?...

uma incógnita difícil de se resolver...

mas não percam a continuação...

abraços, lindas!

titta_* disse...

não é justo! esse capítulo não poderia ter terminado agora...não agora!! =/
e as mhs lágrimas aqui ainda guardadas?? hum? por esses 2 eu não me importo de chorar!!!

Cap 16, venha a nós!! ^^

bjo,Li! =*

Nathy disse...

Nossa Li... isso foi pq ontem eu pedi um capitulo pra rir, neh?! haha...

Como xorei,
foi mais lagrimas do q o de ontem!!

Algumas das coisas q ela disse, saum coisas q eu gostaria de dizer... mais tah tudo intalado, sabe?!

:~~

Bjoos!!

ps. kem sabe agorah eu naum tome coragem?! =/

Ana Paula disse...

nossa Li... to com a Bela e não abro!!!! ele precisa rever atitudes... o que a Bela jogou na cara dele é a mesma coisa que tantas vezes eu quis dizer e reprimi e acabei vencida pelo cansaço... me fez chorar de novo...rsrs!!!!! to esperando o próximo capítulo!!!!!!

Anônimo disse...

eu disse q ele ia parecer o vilão... as coisas não são assim, meninas.

Vocês não podem simplesmente vomitar todas as angústias sobre eles. Por isso a comunicação é a principal virtude de um casal. AINDA MAIS PRA NÓS!!! Tentem visualizar que estamos longe deles, temos pouco tempo para interagir e o pouco que temos deve ser bem aproveitado. Entendam q eles passam por muita pressão, muitas privações, eles não teêm a liberdade que nós temos (e se vocês acham q isso não é grande coisa, imaginem vocês morando na casa das suas mães tendo que fazer tudo do jeito que ela diz que deve ser e tendo que dar satisfação por cada peça de roupa q usar, cada saída que der e tendo horários inflexíveis para ir e vir, com regras de como comer, o que vestir, e mais um bando de outras coisas... isso tudo sendo maior de idade!!!).

Eu sei q é difícil e sei q vão acreditar em mim pq estamos, em tese, nas mesmas circunstâncias. E se eu estou dizendo q é compreensível certas coisas, no mínimo, há uma probabilidade de que seja, afinal, eu compreendi. Não digo q sou melhor nem pior, só digo q eu achei aquele lado do prisma que me ajudou a entender e não me angustiar (ralei mto, mto messssmo, mas achei, não é impossível, só é... difícil pq envolve mto sacrifício e não é sacrifício físico e sim, emocional e principalmente do próprio orgulho).

Eles não teêm toda a razão, mas não são vilões. A vida que eles teêm exige deles muita frieza e racionalidade, enquanto nós estamos livres para nos emocionar (até pq faz parte do instinto feminino). Desculpem, mas o capítulo não foi claro o suficiente... não mostrou os dois lados... como disse a Li, quem pode ser vilão e mocinho? E eu acrescento que não há vilões nem mocinhos, há escolhas e todas são individuais e não precisam de justificativas pq o que sentimos nos justifica.

Eu só quero dizer realmente que vocês devem falar o que sentem... já falei várias vezes, nunca deixei de dizer o q sinto, sempre falei, sempre argumentei, sempre conversei. Nossos relacionamentos são complicados e o ponto principal é o amor. Não o amor simplesmente, mas o amor que nos proporciona estarmos dispostos à conversar, nos expor em nossa totalidade. Nesse caso, mais do que nunca, é que precisamos nos expor para o nosso amado. Ele precisa nos ver! Não estou falando fisicamente, mas emocionalmente. Vc está angustiada? Fale. Converse. Agora seja sábia para escolher a hora apropriada para tal. Não queira pegá-lo depois de um campo pesado para discutir a relação. ("A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com as próprias mãos" Provérbios 14:1)

Agora, mais do que falar sobre o que sente, é estar disposta a mudar caso seja necessário! E é assim que vc poderá conversar no máximo 3 vezes sobre os assuntos com eles, pq depois disso (se estiver disposta realmente) já estará se transformando! Entendem? Não é simplesmente lamentar ou reclamar, é dizer algo para que a situação mude. Se vc acha q ele deve mudar, mude primeiro! Parece jargão, mas a coisa realmente funciona! Eu sei que sim!!!

Não engulam sapos. Tenho certeza q o seu amado não quer que seja assim, mas ele é humano também. Ajude-o a enxergar algo que vc acha q ele não enxerga, mas esteja disposta a abrir os olhos também. Não se sufoque, não se reprima, não se jogue às traças... se jogue nos braços dele e chore o qto for necessário. Se ele for forte o suficiente, te sustenta e te ergue de novo. Se não for, a força de vcs dois juntos vai suportar e vocês se levantarão. Por isso Deus fez um casal: duas pessoas. Quando um está fraco, o outro se faz forte. Se um cair, o outro o levanta. Assim, aprenda a lidar com essas fortitudes e fraquezas.

Aiai... falei demais (desculpa, Li)! =X
Mas eu precisava dizer isso pq foi algo q eu demorei mto pra entender, enxergar e aprender (ainda não sei se aprendi completamente, mas estou buscando). E o sábio aprende com a experiência dos outros, evitando quedas e sofrimentos desnecessários!!! \o/

Bjos, meninas... chega de falatório neste comment! Agora só nos próximos... rsss.

Li disse...

Oi, Lucy, nossa, amei seu comentário! Vc é demais. Prometo não desapontá-la nos próximos capítulos!

mell disse...

perfeito o comentario da lucy...